OMS vai avaliar gestão da pandemia de coronavírus

O diretor da organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, na sede da organização, em Genebra, na suíça. Em 3 de julho de 2020.
O diretor da organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, na sede da organização, em Genebra, na suíça. Em 3 de julho de 2020. Fabrice Coffrini/Pool via REUTERS

Fortemente criticada por sua resposta à pandemia de Covid-19, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta quinta-feira (9) a criação de um painel independente de especialistas para avaliar o gerenciamento da crise.

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"Estou orgulhoso de anunciar que a ex-primeira-ministra (da Nova Zelândia), Helen Clark, e a ex-presidente (da Libéria), Ellen Johnson Sirleaf, aceitaram presidir conjuntamente o comitê de avaliação (...) sobre a preparação e a resposta às pandemias", anunciou o diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

"Não consigo imaginar duas personalidades mais independentes para fazer essa avaliação honesta e nos ajudar a entender o que aconteceu e o que devemos fazer para evitar essas tragédias no futuro", acrescentou, em um discurso excepcionalmente público, na sede da organização, em Genebra.

União contra o vírus

"As divisões entre nós dão vantagem ao vírus" e "não podemos superar a pandemia se estivermos divididos", disse, ainda, Tedros Ghebreyesus, em uma resposta velada aos Estados Unidos. "A maior ameaça que enfrentamos hoje não é o próprio vírus, mas a falta de liderança e solidariedade", acrescentou.

Desde o início da pandemia, no final de 2019, a OMS tem sido fortemente criticada em sua resposta à crise e por ter adiado, em particular, a recomendação do uso de máscaras.

A organização também foi acusada pelos Estados Unidos de ter sido complacente com a China, país onde o coronavírus foi descoberto, e de ter adiado a declaração de emergência de saúde global.

Um dos principais contribuintes para o orçamento da OMS, os EUA notificaram, na terça-feira (7), a sua retirada da organização.

As "divisões" da comunidade internacional fazem com que o coronavírus "ganhe terreno", advertiu o diretor-geral da OMS, dois dias após o governo dos Estados Unidos confirmar a saída da instituição.

 

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