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OMS afirma que talvez nunca se descubra uma solução contra o coronavírus

O diretor da organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus
O diretor da organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus © Captura de tela
Texto por: RFI
4 min

A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu nesta segunda-feira (3) que talvez nunca exista uma "solução" definitiva contra o coronavírus, apesar da corrida contra o tempo de laboratórios e países para obter uma vacina.

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"Não há uma solução mágica e talvez nunca existirá", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma entrevista coletiva virtual. "Algumas vacinas estão na fase três de testes clínicos e esperamos todos dispor de um certo número de vacinas eficazes que poderão a ajudar a prevenir as pessoas de se contaminarem", reiterou, lembrando que a diminuição dos focos da doença depende do respeito às medidas de saúde pública.

Ghebreyesus também declarou que o fato de vários países estarem pesquisando uma vacina não significa que ela será um dia desenvolvida, "mas, ao menos, há esperança". "Alguns temem que talvez não haja uma vacina eficaz ou que seu efeito dure apenas alguns meses, não mais do que isso. Enquanto os testes clínicos não terminarem, não saberemos."

Ao lado de Mike Ryan, responsável pela gestão das situações de emergência sanitária na OMS, Ghebreyesus fez um apelo para que todos os países apliquem rigorosamente as medidas de prevenção para barrar a propagação do vírus, como o uso de máscara, o distanciamento físico, a higiene das mãos e a realização de testes. "A mensagem às pessoas e aos governos é clara: façam tudo o que for possível", sublinhou.

Um longo combate

Já Ryan afirmou que os países que têm taxas de contaminação elevadas – como o Brasil e a Índia – devem se preparar para um longo combate. "Para vencê-lo será necessário tempo e uma forte determinação", declarou.

Durante a coletiva de imprensa, o diretor-geral da OMS também anunciou que a missão da organização na China concluiu o trabalho preparatório para a investigação sobre a origem da pandemia. "A equipe da OMS que viajou à China terminou sua missão que consistia em estabelecer as bases dos esforços conjuntos para identificar as origens do vírus", afirmou Adhanom Ghebreyesus. "Estudos epidemiológicos começarão em Wuhan para identificar a fonte potencial de infecção dos primeiros casos", completou.

No sábado (1°), o Comitê de Emergência da organização, reunido pela quarta vez para avaliar a evolução da doença, já havia alertado que a pandemia será provavelmente  "muito longa" e seus efeitos serão "sentidos nas próximas décadas".

"Muitas questões científicas foram resolvidas, muitas outras ainda esperam ser esclarecidas", acrescentou Ghebreyesus na sexta-feira (31). A maioria das pessoas no planeta pode ser afetada, mesmo aquelas que não vivem em áreas atingidas", ressaltou o diretor-geral da OMS.

Em comunicado, a OMS enfatizou que "o risco representado pela Covid-19 é muito alto". Por isso, o comitê de emergência da organização recomenda uma resposta nacional, regional e global à pandemia.

18 milhões de contaminados e quase 700 mil mortos

Mais de 18 milhões de pessoas foram contaminadas pela doença no mundo desde que foi detectada, em dezembro de 2019 na China. No total, o coronavírus já provocou 688.080 mortes. 

Os países com maior número de óbitos são os Estados Unidos (155 mil), seguidos pelo Brasil (94 mil), México (47 mil), Reino Unido (46 mil) e Índia (40 mil). 

(Com informações de agências internacionais)

 

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