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China critica decisão da França de suspender ratificação de acordo de extradição com Hong Kong

"A má decisão e as observações da França em relação a Hong Kong constituem interferência nos assuntos internos da China. A China se opõe fortemente a isso", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin.
"A má decisão e as observações da França em relação a Hong Kong constituem interferência nos assuntos internos da China. A China se opõe fortemente a isso", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin. REUTERS - TYRONE SIU
Texto por: RFI
3 min

A China informou nesta terça-feira (04) que "se opõe firmemente" à "má decisão" de Paris de suspender a ratificação de seu acordo de extradição com Hong Kong. O Ministério das Relações Exteriores da França anunciou nesta segunda-feira (03) que Paris se recusava a ratificar “como está”, pelo Parlamento, o acordo de extradição assinado em 2017 com Hong Kong, devido à imposição pela China de uma lei controversa sobre a segurança nacional na ex-colônia britânica.

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"A má decisão e as observações da França em relação a Hong Kong constituem interferência nos assuntos internos da China. A China se opõe fortemente a isso", disse a repórteres o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin.

Antes da França, diversos países ocidentais - Canadá, Reino Unido, Austrália, Alemanha, Nova Zelândia - anunciaram medidas semelhantes nas últimas semanas em reação à lei de segurança nacional em vigor desde 30 de junho na região autônoma, destinado a sancionar "subversão, secessão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras".

Imposta em reação aos imensos protestos de 2019 em Hong Kong contra a influência de Pequim, a lei é apontada por seus opositores como um recuo sem precedentes nas liberdades da ex-colônia britânica desde seu retorno à China em 1997.

Eleições adiadas

O texto "põe em causa o princípio ‘um país, dois sistemas’ e o respeito pelo ‘alto grau de autonomia’ de Hong Kong e as liberdades fundamentais que dele decorrem", lamentou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da França na segunda-feira, Agnes von der Mühll. Também "afeta diretamente nossos cidadãos e nossos negócios".

A França também pediu a realização "o mais rápido possível" de eleições legislativas em Hong Kong, inicialmente agendadas para setembro e adiadas na sexta-feira (31) por um ano, devido ao coronavírus, segundo as autoridades. A decisão foi anunciada depois da desqualificação de alguns candidatos do movimento pela democracia para concorrer ao pleito.

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