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Após manifestantes invadirem ministérios, premiê libanês propõe eleições antecipadas

O primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, disse que vai se manter no cargo pelo menos durante dois meses, enquanto as forças políticas entram em acordo sobre as eleições antecipadas.
O primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, disse que vai se manter no cargo pelo menos durante dois meses, enquanto as forças políticas entram em acordo sobre as eleições antecipadas. Télé Liban/AFP/File
Texto por: RFI
3 min

O primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, anunciou neste sábado (8) que vai propor eleições parlamentares antecipadas no país, abalado pelas explosões no porto de Beirute. A proposta foi apresentada logo após a população ter tomado as ruas da capital. Prédios de ministérios foram invadidos e confrontos violentos com a polícia marcaram os protestos.

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Em discurso transmitido pela televisão, o chefe do governo disse que apenas "eleições antecipadas podem permitir a saída da crise estrutural". Ele acrescentou que está disposto a permanecer no poder durante o período de transição.

"Peço a todos os partidos políticos que cheguem a um acordo sobre a próxima etapa", completou Diab. As autoridades "não têm muito tempo, estou disposto a seguir assumindo minhas responsabilidades durante dois meses, até que entrem em acordo", disse o premiê.

O chefe do governo, que formou seu gabinete em janeiro, após a demissão de Saad Hariri em outubro do ano passado pela pressão de um movimento de protestos populares, adiantou que vai apresentar uma proposta na segunda-feira (10) ao Conselho de Ministros.

Manifestações violentas

Seu discurso acontece em um momento em que milhares de libaneses foram às ruas do centro de Beirute para pedir que as autoridades prestem contas pela explosão no porto da capital na terça-feira (4). A tragédia devastou bairros inteiros e deixou mais de 150 mortes e 6.000 feridos, segundo os últimos balanços.

O protesto deste sábado começou de forma pacífica, até os manifestantes tentarem ultrapassar o perímetro de segurança instalado nos arredores do Parlamento libanês. A polícia reagiu lançando bombas de gás lacrimogênio, enquanto alguns participantes atiravam pedras. Tiros foram ouvidos e a Cruz Vermelha libanesa informou pelo Twitter que 63 pessoas ficaram feridas e foram levadas ao hospital, enquanto outras 173 receberam atendimento médico no local.

Um grupo atacou o ministério da Relações Exteriores e, em seguida, o do Comércio e o da Energia, símbolo da má gestão dos serviços públicos e da corrupção da classe política do Líbano. A tomada da sede da diplomacia foi filmada pela televisão libanesa, enquanto manifestantes diziam que o local tinha se tornado o "quartel-general da revolução".

Aos gritos de "Abaixo o reino dos bancos", outro grupo de manifestantes invadiu a sede central da Associação de Bancos, no centro da capital. Eles atearam fogo no local, antes de serem expulsos pelo exército.

A tragédia de terça-feira no porto, cujas circunstâncias ainda não estão claras, teria sido causado por um incêndio que afetou um enorme depósito de nitrato de amônio, um produto químico perigoso.

(Com informações da AFP)

 

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