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Candidata da oposição rejeita resultado de eleição em Belarus, e manifestantes voltam às ruas

La candidata presidencial Svetlana Tikhanovskaya en una rueda de prensa tras las elecciones presidenciales en Minsk el 10 de agosto de 2020
La candidata presidencial Svetlana Tikhanovskaya en una rueda de prensa tras las elecciones presidenciales en Minsk el 10 de agosto de 2020 AFP
Texto por: RFI
3 min

A candidata da oposição em Belarus, Svetlana Tikhanovskaya, rejeitou o resultado oficial das eleições e pediu ao presidente Alexandre Lukashenko que renuncie ao poder. Nesta segunda-feira (10), as ruas de Minsk voltaram a registrar protestos.

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Após o anúncio de que Lukashenko, que governa o país há 26 anos, teria ganhado as eleições com 80% dos votos, Tikhanovskaya denunciou fraudes nas eleições.

Aos 37 anos, ela se tornou a rival inesperada daquele que foi chamado de "último ditador da Europa". "O poder deve refletir sobre como nos ceder o poder. Eu me considero a vencedora das eleições", disse a novata política.

A candidata denunciou a violenta repressão às manifestações contra a reeleição do homem forte de Belarus. As forças policiais usaram granadas e chegaram a atirar contra a população na rua.

Nesta segunda, novos protestos voltaram a acontecer no centro de Minsk e foram reprimidos com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha. De acordo com a AFP, ao menos um jornalista foi ferido na perna e diversas pessoas foram presas. 

O partido da oposição, que acusou o regime de "se manter pela força", não participou das manifestações desta segunda-feira. A porta-voz de Tikhanovskaya explicou que ela não compareceria porque "o poder poderia usar qualquer situação para prendê-la".

Após as eleições de domingo (9), ao menos 22 cidades de Belarus tiveram protestos contra o governo
Após as eleições de domingo (9), ao menos 22 cidades de Belarus tiveram protestos contra o governo REUTERS - VASILY FEDOSENKO

3.000 detidos no domingo

O Ministério do Interior informou pela manhã que 3.000 pessoas haviam sido detidas durante os protetos contra o governo no domingo, 50 civis ficaram feridos, além de 39 policiais.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, condenou a repressão e exigiu uma recontagem "exata" dos votos e a OTAN mostrou "séria preocupação" com os resultados eleitorais e condenou a violência. Os líderes russos e chineses Vladimir Putin e Xi Jinping parabenizaram o presidente Lukashenko.

A Casa Branca disse nesta segunda-feira que está "profundamente preocupada" com a eleição presidencial e pediu às autoridades que permitam protestos.

Nas últimas semanas, o presidente bielorusso acusou Moscou de querer subjugar seu país e de tentar desestabilizá-lo, em particular enviando mercenários.

Lukashenko afirmou nesta segunda-feira que as manifestações foram coordenadas a partir do exterior e destacou que "não permitirá que o país seja despedaçado".

Ele também acusou forças estrangeiras de terem cortado a internet no Belarus. A oposição acredita que as autoridades orquestraram os cortes para melhor organizar a repressão.

O Belarus não organiza eleições consideradas livres desde 1995. Em várias ocasiões, as manifestações foram imediatamente reprimidas, por exemplo, após a presidencial de 2010.

(Com AFP)

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