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Para Irã e Turquia, acordo entre Emirados Árabes Unidos e Israel "trai causa palestina"

O embaixador americano em Israel, David Friedman,e o conselheiro do presidente americano Donald Trump, Jared Kushner, celebram a assinatura do acordo com Israel que interrompe a anexação de territórios palestinos
O embaixador americano em Israel, David Friedman,e o conselheiro do presidente americano Donald Trump, Jared Kushner, celebram a assinatura do acordo com Israel que interrompe a anexação de territórios palestinos AFP
Texto por: RFI
3 min

A Turquia acusou os Emirados Árabes Unidos de "trair a causa palestina", ao aceitar o acordo de normalização de relações com Israel, anunciado pelos Estados Unidos nesta quinta-feira (13). A assinatura do documento deve ocorrer dentro de três semanas na Casa Branca, em Washington.

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Segundo os Emirados Árabes Unidos, Israel teria aceitado colocar um fim à anexação de territórios palestinos da Cisjordânia, mas o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que haveria apenas um adiamento de decisões tomadas anteriormente.

"Os Emirados Árabes Unidos estão apresentando isso como uma espécie de sacrifício para a Palestina, enquanto eles traem a causa para servir seus próprios interesses", escreveu em um comunicado o Ministério turco das Relações Exteriores. "A História e a consciência dos povos da região não esquecerão essa hipocrisia e não a perdoarão", diz o texto. 

Defensor da causa palestina, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, critica com regularidade os países árabes, que ele acusa de "falta de firmeza" em relação a Israel. Por conta disso, a tensão entre a Turquia e os Emirados Árabes Unidos, dois rivais regionais de longa data, cresceu nos último anos. Além disso, os dois países também lutam em facções opostas no conflito líbio.

Irã critica acordo

Os iranianos também criticaram o acordo com Israel, dizendo que a intenção de normalizar as relações diplomáticas com o país "não é legítima", disse o ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohamad, Javad Zarif, em um comunicado divulgado pela agência Irna.

"A decisão vergonhosa tomada por Abu Dhabi para concluir um acordo com o regime sionista israelense é uma iniciativa perigosa, e os Emirados Árabes Unidos, assim como outros Estados que os apoiaram, serão responsabilizados pelas consequências", acrescenta o texto. "Isso significa apunhalar pelas costas os palestinos e reforçará a unidade regional e a resistência contra o regime sionista", reiterou Zarif, em referência aos seus aliados.

"O povo oprimido da Palestina e todas as nações livres do mundo nunca perdoarão a normalização das relações com o regime criminoso de Israel", acrescentou.

Com a assinatura do acordo, os Emirados Árabes Unidos serão o terceiro país árabe, além do Egito e da Jordânia, a negociar esse tipo "pacto" desde a criação do Estado hebreu, em 1948.

O estabelecimento de relações diplomáticas entre Israel e seus aliados, incluindo as monarquias do Golfo, é um objetivo da estratégia regional do presidente americano, Donald Trump, para conter o Irã, o principal inimigo de Washington e Israel, que desenvolveu relações extraoficiais com economias regionais como o Bahrein, os Emirados e a Árabia Saudita.

 

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