Acessar o conteúdo principal

Itália engrossa o tom e diz que país não tem mais lugar para imigrantes ilegais

O ministro italiano das Relações Exteriores, Luigi Di Maio (e) se encontrou com o presidente tunisiano, Kais Saied (d) para falar sobre o fluxo migratório entre os dois países.
O ministro italiano das Relações Exteriores, Luigi Di Maio (e) se encontrou com o presidente tunisiano, Kais Saied (d) para falar sobre o fluxo migratório entre os dois países. AP - Slim Abid
Texto por: RFI
3 min

Em visita a Tunísia, o ministro italiano das Relações Exteriores, Luigi Di Maio, indicou nesta segunda-feira (17) que seu país vai endurecer ainda mais as regras para impedir a entrada de imigrantes ilegais em seu território. A declaração é feita no momento em que as estatísticas apontam um aumento no número de clandestinos entrando no país europeu.

Publicidade

Após se reunir com as autoridades tunisianas, Di Maio disse que a seu país estava disposto a “apresentar todas as ajudas necessárias à Tunísia” para lutar contra a imigração ilícita. No entanto, ele insistiu que “está fora de questão deixar na Itália os que entram de maneira ilegal”.

Di Maio estava acompanhado, durante sua visita, pela ministra italiana no Interior, Luciana Lamorgese, além dos comissários europeus encarregados das Relações Exteriores, Ylva Johansson, e da Ampliação do bloco, Oliver Varhelyi. Segundo o representante de Roma, Itália e Tunísia vão continuar as discussões para “encontrar modos de cooperação bilateral”.

O ministro italiano indicou que pretende ajudar economicamente a Tunísia, enquanto Varhelyi anunciou nas redes sociais uma contribuição europeia de US$ 10 milhões para que Túnis possa controlar suas fronteiras. Já o presidente tunisiano, Kais Saied, frisou que “soluções de segurança não são suficientes para lutar, sozinhas, contra a imigração ilegal”.

Segundo dados divulgados durante o fim de semana, a entrada de imigrantes clandestinos no território italiano aumentou cerca de 150% nos últimos 12 meses. Entre 1° de agosto de 2019 e 31 de julho de 2020, mais de 21 mil pessoas desembarcaram nas costas italianas.

Itália não está sendo “invadida”

No entanto, a própria ministra Luciana Larmogese disse que seu país não está sendo "invadido", como clamam alguns representantes de partidos conservadores. Principalmente porque os números apurados no último ano estão bem abaixo dos registrados entre 2016 e 2017, antes do endurecimento das políticas migratórias impostas pelo ex-ministro do Interior Matteo Salvini. Na época, 182 mil imigrantes entraram ilegalmente na Itália.

Atualmente, boa parte dos que desembarcam na costa italiana são oriundos da Tunísia, país que registra um índice de desemprego de 18%, segundo os órgãos locais de estatísticas.

Os tunisianos são considerados imigrantes econômicos e, por essa razão, não podem solicitar asilo na Itália, ao contrário dos refugiados vindos de zonas de guerra.

A crise sanitária provocada pela pandemia de Covid-19 tem tornado a gestão do fluxo de migrantes clandestinos cada vez mais complexa na Itália. Roma já alugou dois navios para colocar em quarentena os migrantes que tiveram resultado positivo no teste para o novo coronavírus.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.