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Chineses de Xinjiang denunciam confinamento com portas trancadas por fora e pessoas algemadas

Mulher tem a temperatura medida na entrada de um condomínio residencial em Urumqi, capital de Xinjiang.
Mulher tem a temperatura medida na entrada de um condomínio residencial em Urumqi, capital de Xinjiang. cnsphoto via REUTERS
Texto por: RFI
3 min

Até domingo (23), a região autônoma de Xinjiang, no noroeste da China, tinha 183 pessoas contaminadas pelo coronavírus. A população dessa área habitada pela etnia uigur está desde julho em confinamento total. As medidas adotadas pelo governo chinês, denunciam moradores, incluem portas trancadas pelo lado de fora e pessoas algemadas nas ruas por terem quebrado a regra de confinamento

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Com informações de Zhifan Liu, correspondente da RFI em Pequim

Após 37 dias de confinamento total, alguns moradores da capital da região, Urumqi, puderam desfrutar de atividades ao ar livre. Mas o perímetro não se estende além do pátio interno dos conjuntos habitacionais, onde os residentes podem jogar badminton ou correr.

Para sair e finalmente respirar ar puro, os dois milhões de habitantes da cidade ainda terão de esperar um pouco mais. A cidade de Urumqi não registra nenhum caso de contaminação por coronavírus há nove dias, mas as regras de quarentena seguem duras.

Denúncia das condições de quarentena

Pelas redes sociais, os cidadãos dessa região denunciam as condições abusivas desta quarentena. Há fotos de portas que foram fechadas pelo lado de fora com cadeado pelas autoridades locais. Outros bairros forçaram seus residentes saudáveis ​​a tomar remédios de medicina tradicional chinesa, não certificados pela medicina acadêmica.

No último final de semana, circularam na internet vídeos mostrando moradores algemados a grades nas ruas. Seria uma punição a quem violou o confinamento.

Embora a epidemia esteja sob controle há várias semanas no resto do país, a situação em Xinjiang contrasta com as medidas de isolamento parcial implantadas pelas autoridades de Pequim no início do verão na capital chinesa após um aumento de casos de coronavírus.

A mídia estatal justificou as diferentes estratégias com base nas normas sociais da região e na atratividade dos moradores para atividades ao ar livre.

O confinamento mais duro, como por acaso, foi implementado em Xinjiang, a mesma região em que a China construiu campos de internamento que reúnem supostamente cerca de um milhão de uigures, uma minoria étnica muçulmana e de língua turca.

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