Acessar o conteúdo principal

Autor de ataques a mesquitas na Nova Zelândia é condenado à prisão perpétua

Autor de ataques a mesquitas na Nova Zelândia foi condenado a prisão perpétua nesta quinta-feira, 27 de agosto de 2020.
Autor de ataques a mesquitas na Nova Zelândia foi condenado a prisão perpétua nesta quinta-feira, 27 de agosto de 2020. REUTERS - POOL
Texto por: RFI
3 min

O processo do terrorista Brenton Tarrant, autor dos ataques contras as mesquitas de Christchurch, em março de 2019, terminou nesta quinta-feira (27) após três dias de audiências. O supremacista branco foi condenado à prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional, uma sentença sem precedentes na história judicial da Nova Zelândia.

Publicidade

Com informações do correspondente da RFI em Wellington, Richard Tindiller

“O pior assassinato da história da Nova Zelândia”. Foi assim que Mark Zarifeh, o procurador geral da Suprema Corte de Christchurch, qualificou Brenton Tarrant. O australiano, de 29 anos, foi condenado pelo assassinado de 51 pessoas, todas muçulmanas.

Ao proferir a sentença, o juiz Cameron Mandera se dirigiuao condenado, afirmando que ele "não mostrou nenhuma piedade". "Não há dúvidas de que você veio à Nova Zelândia para atacar a comunidade muçulmana", disse ainda Mandera. O juiz concluiu o veredicto afirmando que "não há lugar neste país e em nenhum lugar do mundo para crimes como este".

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, saudou a sentença. Ela declarou esperar que "esta seja a última vez" que o país tenha que "ouvir ou pronunciar o nome do terrorista (que) merece uma vida de silêncio absoluto".

Brenton Tarrant se manteve impassível durante as audiências e não reagiu após o anúncio da sentença. Ele já havia pedido a um advogado para informar que não se opunha ao pedido da Procuradoria da pena de prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional. Para o procurador Mark Zarifeh, a prisão perpétua era "a única condenação apropriada" para o massacre "motivado por uma ideologia racista e xenófoba enraizada".

Troca de prisioneiros

A justiça neozelandesa se pergunta agora se vale a pena manter no país o detento que poderá custar milhões de dólares aos cofres públicos. Uma eventual troca com um prisioneiro australiano é levantada para que o autor do pior massacre da história da Nova Zelândia cumpra sua pena na Austrália, seu país de origem.

Em 15 de março de 2019, o supremacista branco matou a sangue frio 51 fiéis em duas mesquitas de Christchurch, cidade do sul da Nova Zelândia, durante as orações de sexta-feira, e transmitiu ao vivo o massacre pela internet, provocando uma onda de indignação no mundo.

Tarrant foi declarado culpado por 51 assassinatos, 40 tentativas de assassinato e por um ato terrorista, depois de se declarar culpado em março.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.