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Genro de Trump participa do primeiro voo comercial direto entre Israel e Emirados Árabes Unidos

Jared Kushner, genro do presidente americano, Donald Trump, esta à frente da delegação israelo-americana que participa nesta segunda-feira (31) do primeiro voo comercial direto entre Israel e Emirados Árabes Unidos.
Jared Kushner, genro do presidente americano, Donald Trump, esta à frente da delegação israelo-americana que participa nesta segunda-feira (31) do primeiro voo comercial direto entre Israel e Emirados Árabes Unidos. AP - Menahem Kahana
Texto por: RFI
3 min

Jared Kushner, genro do presidente americano, Donald Trump, esta à frente da delegação israelo-americana que participa nesta segunda-feira (31) do primeiro voo comercial direto entre Israel e Emirados Árabes Unidos.

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O voo LY971, da companhia israelense EL AL, decolou do aeroporto internacional Ben Gurion, de Tel-Aviv, e deve chegar a Abu Dabi nesta tarde, marcando a normalização das relações entre Israel e os Emirados Árabes Unidos, anunciada pelo governo americano em 13 de agosto.

Israel manteve negociações secretas com líderes árabes e muçulmanos sobre a questão – admitiu neste domingo (30) o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O governo israelense e os Emirados mantêm laços informais há anos. Agora os telefonemas entre os ministros aumentaram e já ocorreram os primeiros contratos comerciais. Já no sábado (29), Abu Dhabi revogou uma lei de 1972 que instituía um boicote ao Estado hebraico.

Negociações secretas

Em viagem pelo Oriente Médio na semana passada, com passagem por Sudão, Bahrein e Omã, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, tentou convencer outros países da região a seguir o exemplo dos Emirados.

Nos últimos meses, Netanyahu já havia conversado com líderes do Sudão, do Chade e de Omã. "Essas são as reuniões conhecidas. Mas há muito mais encontros que não são divulgados, entre líderes árabes e muçulmanos, para normalizar suas relações com o Estado de Israel", disse o premiê neste domingo (30), ao revelar os países envolvidos nessas conversas.

"Os avanços de hoje serão o padrão de amanhã. Eles abrirão o caminho para outros países normalizarem suas relações com Israel", acrescentou Netanyahu, junto com o conselheiro sênior da Casa Branca Jared Kushner - genro do presidente Donald Trump - e com o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Robert O'Brien.

Até então, a paz com os palestinos era considerada uma precondição para qualquer normalização das relações entre Israel e o mundo árabe e muçulmano.

Palestinos falam em "traição" de Abu Dhabi

Nos últimos anos, contudo, o Estado hebraico tentou inverter essa equação para convencer os países árabes a normalizar suas relações, sem esperar a assinatura de paz com os palestinos. Estes últimos criticaram o acordo entre Israel e os Emirados, o qual descreveram como uma "traição" de Abu Dhabi.

"Se fôssemos esperar pelos palestinos, esperaríamos para sempre", disse Netanyahu. Ao seu lado, Jared Kushner descreveu o acordo com os Emirados como "um passo gigante" e disse que "nunca foi tão otimista em relação à paz" no Oriente Médio quanto agora, apesar da recusa dos líderes palestinos a retomarem as negociações com Israel com base no plano Trump.

Anunciado em janeiro passado, o projeto, descrito no domingo como "uma oferta amigável e realista" por Kushner, prevê a criação de um Estado palestino, mas em um território reduzido e descontínuo na Cisjordânia ocupada, parte da qual (cerca de 30%) seria anexada por Israel.

 

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