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Mais um opositor é preso em Belarus e União Europeia pressiona por sanções

Maxime Znak, a direita na foto, faz parte do "conselho", formado por opositores para promover a transição de poder e negociar a saída do presidente de Belarus, Alexander Lukashenko.
Maxime Znak, a direita na foto, faz parte do "conselho", formado por opositores para promover a transição de poder e negociar a saída do presidente de Belarus, Alexander Lukashenko. REUTERS - VASILY FEDOSENKO
Texto por: RFI
3 min

Homens mascarados prenderam nesta quarta-feira (9) uma das últimas figuras da oposição bielorrussa que ainda não havia sido detida ou exilada. Maxime Znak é um dos sete membros do "conselho de coordenação" formado por opositores do governo para promover a transição de poder e negociar a saída do presidente Alexander Lukashenko.

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O advogado de 39 anos foi conduzido por homens com rostos cobertos e vestidos à paisana, de acordo com uma foto publicada por seus partidários. A prisão acontece um mês depois do início de um movimento de protesto sem precedentes no país.

Depois de sua prisão, o único dos sete membros da liderança do "conselho" ainda em liberdade é a ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura, Svetlana Alexievich.

Znak e Maria Kolesnikova, que nesta terça-feira (8) se recusou a um exílio forçado na Ucrânia, estão sendo processados ​​por "minar a segurança nacional", de acordo com o anúncio feito por Minsk nesta quarta-feira. Ambos estão presos na capital e podem pegar até cinco anos de prisão por esta acusação de instigar "ações destinadas a desestabilizar a situação" em Belarus.

Conselho Europeu pressiona por sanções

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, pediu nesta quarta-feira aos 27 Estados-membros da União Europeia que "acelerem" a adoção de sanções contra Belarus. Até o momento, Chipre está bloqueando novas medidas europeias contra Minsk. "A perseguição política em Belrus, que inclui detenções por motivos políticos e o exílio forçado (de oponentes) deve acabar (...). Apelo à aceleração do processo de sanções", declarou Michel pelo Twitter.

Os chanceleres europeus deram luz verde, em agosto, para punir os responsáveis ​​pela repressão ao movimento de protesto contra o presidente Lukashenko. O Conselho Europeu elaborou uma lista de nomes contra os quais devem ser impostas proibições de entrada e congelamento de contas. De acordo com fontes diplomáticas, a lista contém atualmente cerca de 40 nomes.

Porém, o Chipre mostrou em uma reunião nesta quarta-feira que ainda não poderia concordar com sanções contra Belarus, o que impede a adoção de tais medidas, uma vez que essas exigem aprovação por unanimidade.

Grécia e Chipre estão na linha de frente contra a Turquia, que reivindica o direito de explorar depósitos de hidrocarbonetos em uma área marítima que Atenas considera estar sob sua soberania.

As sanções serão discutidas na próxima reunião de chanceleres europeus, em 21 de setembro. As relações com a Turquia também estarão no pauta da cúpula europeia marcada para os dias 24 e 25 de setembro.

Sérvia cancela exercício militar

Em meio ao clima de incerteza, a Sérvia renunciou a participar dos exercícios militares planejados com a Rússia em Belarus. De acordo com o ministro da Defesa sérvio, Aleksandar Vulin, a decisão foi tomada após pressão da União Europeia, bloco a que o país tem aspirações de aderir. As tropas eram esperadas em Minsk entre os dias 10 e 15 de setembro.

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