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Israel reconfina a população para frear contágios por Covid-19

As medidas para conter a epidemia de coronavírus devem ser intensificadas, mas não tanto quanto o esperado por parte da população de Israel.
As medidas para conter a epidemia de coronavírus devem ser intensificadas, mas não tanto quanto o esperado por parte da população de Israel. REUTERS/Ammar Awad/
Texto por: RFI
2 min

A medida deve durar três semanas e entrará em vigor nesta sexta-feira (18), véspera dos principais feriados judaicos. O governo israelense espera, desta forma, conter uma segunda onda de infecções por coronavírus no país.

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Por Daniel Blumenthal

Israel foi um dos primeiros países a fechar o espaço aéreo em meados de março, quando confinou toda a população e derrubou a curva de contágio. 

Em meados de maio, com a reabertura das atividades, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu disse à população para "sair e comemorar". Exceto que, apesar dos avisos e planos, Israel não se preparou adequadamente para a segunda onda de infecções, que veio antes do previsto, e muito antes do temido inverno.

Agora, depois de semanas de deliberações e erros, mais de nove milhões de israelenses serão confinados na sexta-feira (18) e não poderão viajar durante três semanas.

Na tarde dessa sexta-feira, o povo judeu celebra o ano novo, e dez dias depois é comemorado o Dia do Arrependimento, Yom Kippur, e uma semana depois a Festa do Tabernáculo, o Sucot.

Impacto moderado

O governo afirma que o confiamento nos feriados tradicionais moderará o impacto que a medida terá na economia, mas a decisão já causou a renúncia de um dos ministros ultrarreligiosos que apóiam o governo, a partir de sua posição ministerial.

Paralelamente, Netanyahu parte esta segunda-feira (14) com uma grande delegação a Washington, para assinar os acordos de normalização das relações com os Emirados Árabes Unidos e com o Bahrein, deixando temporariamente para trás a crise.

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