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Covid-19 avança com 30 milhões de contaminados no mundo e Israel institui novo lockdown geral

Un manifestante contra o confinamento em Tel Aviv, Israel, em 17 de septembre de 2020
Un manifestante contra o confinamento em Tel Aviv, Israel, em 17 de septembre de 2020 AFP
Texto por: RFI
3 min

Mais de 30 milhões de casos da Covid-19 já foram registrados no mundo, de acordo com um balanço divulgado nesta sexta-feira (18), com uma taxa de transmissão alarmante na Europa e a volta da quarentena total em Israel. Novas medidas devem ser anunciadas nesta sexta-feira (18) no Reino Unido e na Espanha.

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O confinamento total em Israel entrará em vigor por três semanas. O país de nove milhões de habitantes registrou 1.163 mortes por coronavírus e a maior taxa de contaminação no mundo nas duas últimas semanas. A medida foi anunciada na semana passada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e foi alvo de um protesto que reuniu cerca de 400 pessoas em Tel Aviv, na noite de quinta-feira (17).

“Quando Netanyahu anunciou a volta do confinamento, pensei em me matar”, diz Yael, que participou da manifestação. “A economia está em queda, as pessoas estão perdendo o emprego, estão deprimidas. E por quê? Por nada!”, diz.

Quase um milhão de mortos no mundo

Mais de 943.000 mortes foram oficialmente contabilizadas no mundo nesta sexta-feira, segundo estatísticas recolhidas pela agência AFP.

Com 197.589 mortes, os Estados Unidos são o país que registram mais vítimas, com 197.589 óbitos, seguido pelo Brasil, com 134.935 mortes e a Índia, com 83.198 vítimas. Os três países reúnem a metade dos doentes de todo o mundo.

Europa vive início de segunda onda 

Na Europa, onde o número de novos casos é superior aos registrados em março e abril, a OMS (Organização Mundial da Saúde) julga o avanço da epidemia  "alarmante." Alguns países, como o Reino Unido, onde o número de pessoas hospitalizadas dobra todos os dias, e a Espanha, devem anunciar novas medidas para controlar a propagação do SARS-Cov-2.

“A única maneira de fazer com que os britânicos possam aproveitar do Natal é ser rígido agora”, afirmou o primeiro-ministro britânico Boris Johnson em entrevista ao tabloide The Sun.

Novas restrições entram em vigor nesta sexta-feira no nordeste da Inglaterra, onde vivem duas milhões de pessoas. Familiares que vivem em lares diferentes não poderão ir às casas uns dos outros, por exemplo. O Reino Unido é o país europeu com maior número de vítimas, com 41.700 óbitos.

Na Espanha, a preocupação é a região de Madri, que concentra um terço do novos casos e mortes contabilizados no país. “Temos que fazer tudo o que estiver a nosso alcance para controlar a situação”, afirmou o ministro espanhol da Saúde, Salvador Illa.

No sul da capital, os casos explodiram, com mil contaminações para cada 100 mil habitantes – a epidemia é considerada sob controle quando essa proporção é de 50 para 100 mil. Um novo confinamento não está descartado.

Na França, o ministro da Saúde, Olivier Véran, também anunciou novas restrições, como o fechamento de bares ou a proibição de reuniões públicas em Marselha, Lyon e Nice.

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