Acessar o conteúdo principal

Casos de Covid-19 batem recorde no mundo com 2 milhões de contaminações em uma semana

A pandemia acaba de bater um novo recorde: cerca de dois milhões de novas contaminações foram registradas na semana passada, anunciou a Organização Mundial da Saúde nesta terça-feira (22).
A pandemia acaba de bater um novo recorde: cerca de dois milhões de novas contaminações foram registradas na semana passada, anunciou a Organização Mundial da Saúde nesta terça-feira (22). AP - Vahid Salemi
Texto por: RFI
5 min

O mundo registrou quase dois milhões de casos de Covid-19 na última semana, um recorde, enquanto o número de mortes diminuiu 10% na comparação com a semana precedente. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (22) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Publicidade

Todas as regiões do mundo, com exceção da África, registraram aumento de contágio, afirma a OMS. "De 14 a 20 de setembro, registramos quase dois milhões de novos casos de Covid-19, o que representa um aumento de 6% na comparação com a semana precedente e o maior número de casos desde o início da pandemia. No mesmo período, o número de mortes diminuiu 10% e foram registrados 37.700 óbitos", indicou a organização.

Mais de 30,6 milhões de casos e 950.000 mortes foram registradas desde que a Covid-19 foi detectada no fim do ano passado na China. No entanto, o número de casos positivos reflete apenas uma parte do total, devido às políticas díspares dos países para diagnosticar a doença. Alguns fazem testes apenas com pessoas que precisam de hospitalização. Além disso, em muitas nações pobres a capacidade de organizar testes de diagnóstico é limitada.

EUA na liderança

Os Estados Unidos continuam liderando a contagem de mortes; o Brasil chega em segundo lugar. O governo brasileiro segue registrando os números mais elevados de vítimas fatais, com mais de 5.000 óbitos cada na semana passada. Em terceiro lugar, está a Índia (87.882 mortos), seguida pelo México (73.493 mortos) e o Reino Unido (41.759). 

A situação é grave no continente americano, que concentra metade dos casos registrados no mundo e 55% das mortes acumuladas desde dezembro. A quase seis semanas das eleições presidenciais, os Estados Unidos registram a cada dia quase um milhão de óbitos - o quádruplo da taxa de mortalidade da Europa. Para o candidato democrata Joe Biden, esse resultado é o símbolo da incompetência do presidente Donald Trump, que acumula falsas previsões e gafes desde o início da crise sanitária.

No Canadá, é o Quebec que se prepara para enfrentar uma segunda onda de Covid-19. A província de mais de oito milhões de habitantes é a mais afetada do país e registrou recentemente 586 novos casos em apenas um dia - um recorde desde o final de maio. 

A Argentina também enfrenta consequências da pandemia e anunciou,na segunda-feira (21), um novo recorde de mortes: 429 em 24 horas, elevando o balanço de óbitos para 13.482. Esse é o número mais trágico desde que medidas de isolamento foram colocadas em prática pelo governo argentino, em 20 de março. 

O continente americano registrou, no entanto, uma queda de 22% no número de mortos desde a semana passada, graças a uma redução em países como Colômbia, México, Equador e Bolívia.

Europa tem forte aumento no número de óbitos

Por regiões, a Europa, cenário de importantes novos focos de coronavírus, contabilizou 4.000 novas mortes e foi o continente com o maior aumento no número de óbitos (+27% na comparação com a semana anterior). Há semanas, vários países, como a Espanha, a França e o Reino Unido, vem registrando aumentos progressivos na quantidade de contaminações. 

O Reino Unido, país com a maior quantidade de óbitos no Velho Continente, aumentou na segunda-feira o nível de alerta diante da pandemia. Nesta terça-feira, mais de 13 milhões de britânicos acordaram sob um novo lockdown, imposto a cidades do norte da Inglaterra e do País de Gales. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, deve anunciar novas restrições ainda hoje.

Na Espanha, duramente atingida pela pandemia, novas medidas foram impostas a Madri e arredores, que se tornaram o epicentro das contaminações nas últimas semanas. Cerca de 850 mil pessoas estão proibidas de sair de seus bairros, salvo para ir ao trabalho, à escola, ao médico, responder a uma convocação legal ou prestar ajuda a uma pessoa incapacitada. 

A França vem anunciando novas medidas localmente, por cidades ou regiões. O governo hesita em anunciar restrições mais severas com medo que a população, submetida a um restrito lockdown de março a maio, se recuse a aderir. Na contramão dos outros países europeus, as escolas francesas relaxam os protocolos de proteção à Covid-19 a partir desta terça-feira. A partir de agora, serão necessários ao menos três casos de contaminação para que uma classe seja fechada.

Já o sudeste da Ásia, que registra 35% dos novos casos, contabilizou 9.000 mortes na semana passada e superou a marca de 100.000 vítimas fatais desde o início da pandemia.

Na África, a Covid-19 parece perder força e, na semana passada, o continente registrou queda de 12% no número de casos e de 16% no número de mortes.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.