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Presidente da Autoridade Palestina pede processo de paz israelo-palestino em 2021

Presidente palestino Mahmoud Abbas discursa, em uma mensagem pré-gravada e reproduzida durante a 75ª sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas, sexta-feira, 25 de setembro de 2020, na sede da ONU, em Nova York.
Presidente palestino Mahmoud Abbas discursa, em uma mensagem pré-gravada e reproduzida durante a 75ª sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas, sexta-feira, 25 de setembro de 2020, na sede da ONU, em Nova York. AP
Texto por: RFI
4 min

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pediu nesta sexta-feira (25) que a ONU organize uma conferência internacional no início de 2021 para "lançar um processo de paz" israelo-palestino "com base na lei internacional", após a eleição presidencial americana.

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O apelo para "acabar com a ocupação" israelense é uma resposta ao plano de paz do presidente americano, Donald Trump, que "o mundo inteiro rejeitou e que se opõe a todas as resoluções internacionais", declarou Abbas durante a Assembleia Geral da ONU.

"Peço ao secretário-geral da ONU que comece os preparativos para uma conferência internacional no começo do próximo ano que reúna todas as partes envolvidas", completou Abbas em uma mensagem pré-gravada. Devido à pandemia de coronavírus, o evento anual das Nações Unidas foi obrigado a encontrar outro formato neste ano.

"A conferência deve ter toda a autoridade necessária para lançar um processo de paz sincero, com base no direito internacional, e garantir ao povo palestino sua independência e sua liberdade em seu próprio Estado", disse.

Abbas fez o pedido em um momento de preocupação entre os palestinos com a redução do apoio do mundo árabe a sua campanha para obter um Estado independente.

Vitória diplomática de Trump

Emirados Árabes Unidos e Bahrein fecharam acordos históricos com Israel no início do mês, uma grande conquista para o Estado hebreu e uma vitória diplomática para o presidente americano, que fez a intermediação.

Os dois Estados árabes afirmam que ainda apoiam um Estado palestino, mas compartilham com Israel e os Estados Unidos as preocupações sobre o vizinho Irã.

"É uma ilusão pensar que o povo palestino pode ser deixado de fora", disse Abbas.

"Todos vocês devem saber que não pode existir paz, segurança, estabilidade ou coexistência em nossa região sem o fim da ocupação [israelense] e sem uma solução justa e abrangente para a questão palestina", completou Abbas.

A Autoridade Palestina rejeitou os esforços diplomáticos do governo Trump, que considera tendenciosos e a favor de Israel.

Se Trump perder as eleições de 3 de novembro, a conferência que Abbas pede ocorreria sob o governo do democrata Joe Biden, que também apoia Israel mas prometeu buscar uma solução de dois Estados.

Os palestinos também vão realizar eleições no início de 2021, em um momento em que o confronto pela decisão dos dois países árabes abre as portas para uma reconciliação entre o movimento laico Fatah, de Abbas, no poder na Cisjordânia, e o Hamas islamista, na Faixa de Gaza.

Papa apoia multilateralismo

Em uma mensagem na Assembleia da ONU pela primeira vez em cinco anos, o papa Francisco se distanciou implicitamente da ideologia de Trump resumida com o lema "Estados Unidos primeiro".

"Devemos acabar com o atual clima de desconfiança. Na verdade, estamos enfrentando uma erosão do multilateralismo tão grave quanto no momento de desenvolvimento de novas tecnologias militares", disse o papa em uma mensagem de vídeo gravada.

Ele disse também que o mundo enfrenta um dilema entre o multilateralismo e um caminho ao nacionalismo, protecionismo e isolamento que "exclui os pobres, os vulneráveis e os que vivem na periferia da vida", um caminho "que prejudicaria toda a comunidade".

Além disso, ele também fez um apelo para a flexibilização das sanções internacionais que, segundo ele, castigam os civis ao redor do mundo.

 

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