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Grupo EI reivindica ataque ao cemitério não-muçulmano na Arábia Saudita

Jida, na Arábia Saudita.
Jida, na Arábia Saudita. AP Photo/Hassan Ammar
Texto por: RFI
3 min

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) assumiu nesta quinta-feira (12) a responsabilidade pelo ataque que deixou pelo menos dois feridos na quarta (11) no cemitério não-muçulmano de Jidá, na Arábia Saudita. O atentado aconteceu durante uma cerimônia de celebração do Armistício de 11 de novembro, na presença de diplomatas ocidentais.

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Em um comunicado em seu canal de propaganda no aplicativo Telegram, o grupo Estado Islâmico disse que realizou o ataque "em apoio ao Profeta Maomé".

"Um destacamento de soldados do califado conseguiu plantar um artefato explosivo no cemitério na cidade de Jidá" na quarta-feira (11), onde vários diplomatas estavam reunidos, disse o comunicado.

Um funcionário consular grego e um policial saudita ficaram levemente feridos, disseram as autoridades sauditas. Um britânico também teria ficado ferido, o que não foi confirmado por Jidá ou Londres. 

De acordo com Amaq, a agência de propaganda do grupo Estado Islâmico, "o ataque foi direcionado principalmente ao cônsul francês que compareceu à cerimônia, em meio à insistência do governo de seu país em publicar cartuns insultando o profeta".

Em um comunicado conjunto, os consulados representados na cerimônia de quarta-feira "condenaram veementemente esse ataque covarde a pessoas inocentes". O documento foi assinado pelas representações diplomáticas da França, Grécia, Itália, Grã-Bretanha e Estados Unidos.

O atentado ocorreu duas semanas após um ataque com uma faca que feriu um guarda do consulado francês em Jidá, ainda no contexto de revolta de muçulmanos pelas publicações de caricaturas do profeta Maomé na França.

Os comentários do presidente francês Emmanuel Macron sobre o direito de publicar as caricaturas em nome da liberdade de expressão geraram indignação no Oriente Médio e, de forma mais ampla, no mundo muçulmano.

Em alguns países muçulmanos, retratos de Macron foram queimados durante protestos e uma campanha foi lançada para boicotar os produtos franceses.

Na terça-feira (10), França, Áustria, Alemanha e União Europeia (UE) realizaram uma mini-cúpula por videoconferência para tentar fortalecer a resposta europeia ao terrorismo, após os recentes ataques jihadistas na França e na Áustria.

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