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Governo da Suécia limita reuniões públicas a 8 pessoas para combater Covid-19

A Suécia, que está seguindo uma estratégia menos rigorosa do que a maioria dos países europeus diante da pandemia de Covid-19, anunciou na segunda-feira que limitará as reuniões públicas a um máximo de oito pessoas diante do aumento da contaminação, uma novidade desde o início da epidemia.
A Suécia, que está seguindo uma estratégia menos rigorosa do que a maioria dos países europeus diante da pandemia de Covid-19, anunciou na segunda-feira que limitará as reuniões públicas a um máximo de oito pessoas diante do aumento da contaminação, uma novidade desde o início da epidemia. AP - Amir Nabizadeh
Texto por: RFI
3 min

O país, que adotou uma estratégia mais flexível para combater a epidemia, anunciou nesta segunda-feira (16) que limitará as reuniões públicas para no máximo oito pessoas, diante da alta do número de casos. A medida será inicialmente instaurada por um mês, a partir de 24 de novembro.

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O país, considerado uma exceção, lutou contra contra a epidemia sem adotar medidas rígidas. O limite de pessoas em reuniões é "intrusivo", "sem precedentes", mas "necessário" para diminuir os contágios, justificou o primeiro-ministro Stefan Löfven. "Evitem as academias, as bibliotecas, não promovam jantares e festas. Cancelem tudo", declarou. Antes, as reuniões podiam ter entre 50 e 300 pessoas, em função do evento.

Esta foi uma das raras proibições impostas pelo país escandinavo, cuja estratégia sanitária "atípica" vem sem sendo acompanhada com atenção nos últimos meses. O país de 10,3 milhões de habitantes não impôs o uso da máscara de proteção, não adotou o lockdown para controlar a transmissão do vírus, mas pediu à população que limitasse os contatos, na medida do possível, e trabalhasse em casa o máximo possível. Essas recomendações, entretanto, não são obrigatórias. Em caso de desrespeito às regras, não existem multas ou outras sanções, como na França.

Bares e restaurantes abertos

Os bares e restaurantes continuam abertos no país e podem receber os clientes normalmente, mas não mais de oito em uma mesa. Diante da segunda onda, as autoridades suecas já haviam introduzido novas recomendações regionais mais restritas, que limitam os contatos e visam evitar reuniões em locais fechados.

O governo sueco também anunciou na semana passada a proibição da venda de álcool a partir das 22h, até fevereiro. Além disso, em Estocolmo e Göteborg, no oeste do país, as visitas às casas de repouso para idosos, atingidas nas primeira onda, foram novamente proibidas. 

O número de mortes provocadas pelo SARS-Cov-2 cresceu na Suécia. De acordo com o último balanço, divulgado na sexta-feira (13), foram registrados 6.000 casos em 24 horas e 42 mortes. O total de contágios no país ultrapassa 177.000 e 6.164 pessoas morreram desde o início da epidemia.

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