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Índia vai produzir 100 milhões de doses anuais da vacina russa contra Covid-19

Rússia anuncia que começou a vacinar militares e que fechou um acordo com um laboratório indiano para a produção de 100 milhões de doses anuais da vacina Sputnik V.
Rússia anuncia que começou a vacinar militares e que fechou um acordo com um laboratório indiano para a produção de 100 milhões de doses anuais da vacina Sputnik V. Natalia KOLESNIKOVA AFP/File
Texto por: RFI
4 min

O Fundo Soberano da Rússia (RDIF) informou nesta sexta-feira (27) ter concluído um acordo com o grupo farmacêutico indiano Hetero para a produção de mais de 100 milhões de doses anuais da vacina russa contra o coronavírus, Sputnik V. O governo russo anunciou que já começou a vacinar seus militares.

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Os ensaios clínicos de fase 2 e 3 da Sputnik V estão atualmente em andamento na Índia. A produção local poderia começar no início de 2021.

Pedidos de mais de 1,2 bilhão de doses desta vacina foram feitos por "mais de 50 países", de acordo com a RDIF. A Sputnik V deve ser produzida também no Brasil, na China e na Coreia do Sul em particular. Atualmente na fase 3 dos testes clínicos na Rússia, a vacina é 95% eficaz, segundo seus criadores.

Antecipando-se à disponibilidade de uma vacina no início de 2021, a Alemanha, que chegou a 1 milhão de casos da infecção viral nesta sexta-feira (27), se prepara para estabelecer centros de vacinação em grande escala, em centenas de lugares: salões de exposições, salas de concerto, pistas de patinação no gelo e velódromos. O antigo aeroporto Tegel de Berlim vai ser transformado em um grande centro de vacinação já em meados de dezembro.

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro avisou que não será vacinado contra o coronavírus, mas que o governo organizará "imediatamente" a distribuição a quem quiser de uma vacina aprovada pelas agências reguladoras.

Quase 61 milhões de casos de Covid-19 foram oficialmente contados em todo o mundo desde o início da pandemia, e mais de 1,4 milhão de pessoas morreram em decorrência da doença.

Os países que registraram o maior número de novas mortes diárias em seus últimos relatórios são os Estados Unidos, com 1.333 óbitos, Itália (822) e Brasil (691).

Rússia começa a vacinar militares

A Rússia começou a vacinar seus militares contra o novo coronavírus, anunciou o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, nesta sexta-feira (27). No total, mais de 400.000 soldados devem ser imunizados como parte desta campanha de vacinação lançada por ordem do presidente Vladimir Putin, disse Shoigu, citado em um comunicado do Exército. Até o momento, mais de 2.500 soldados foram vacinados, e o número deve chegar a 80.000 até o final do ano.

No início de setembro, Shoigu anunciou que ele havia sido vacinado com a Sputnik V, desenvolvida pelo centro de pesquisas Gamaleia, em Moscou, em parceria com o Ministério da Defesa.

A Rússia, quarto país do ranking mundial em número de contaminações, atrás de Estados Unidos, Índia e Brasil, registrou nesta sexta-feira um novo recorde de 27.543 casos detectados em 24 horas e 496 mortes. No total, a Rússia totaliza 2.215.533 casos de coronavírus desde o início da epidemia na primavera, incluindo 38.558 mortes.

O presidente russo considerou recentemente a situação "preocupante", mas descartou, por enquanto, qualquer novo lockdown nacional para evitar uma paralisia da economia, já que a Rússia depende da produção de vacinas.

(Com informações da AFP)

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