Acessar o conteúdo principal

Com proibição de álcool, hospital na África do Sul não recebe casos graves pela primeira vez

Proibição de consumo de bebidas alcoólicas e toque de recolher estão entre as medidas adotadas pela África do Sul para aliviar hospitais já sobrecarregados com pacientes de Covid-19.
Proibição de consumo de bebidas alcoólicas e toque de recolher estão entre as medidas adotadas pela África do Sul para aliviar hospitais já sobrecarregados com pacientes de Covid-19. AFP/Archivos
Texto por: RFI
3 min

Pela primeira vez em sua história, um imenso hospital da capital da África do Sul não recebe nenhum paciente em sua emergência de traumatismos durante a noite de réveillon. O feito é atribuído à proibição do consumo de bebidas alcoólicas, uma das medidas adotadas para aliviar hospitais já sobrecarregados com pacientes da Covid-19.

Publicidade

“Pela primeira vez na história do hospital, as emergências traumáticas não receberam nenhum paciente no primeiro dia do ano”, celebrou nesta sexta-feira (1°) em sua página do Facebook o Hospital Chris Hani Baragwanath, que ilustrou a publicação com fotos de leitos vazios.

Com capacidade de 3,2 mil leitos, o local, uma unidade de saúde pública reservada para pacientes negros durante o apartheid, fica no distrito de Soweto, em Joanesburgo, um dos principais focos de contaminação da África do Sul. O hospital é um dos maiores do continente africano.

Com o aumento de acidentes rodoviários e dos casos de violência, os serviços de emergência geralmente apresentam um pico de atendimento na véspera de Ano Novo, principalmente devido ao alto consumo de bebidas alcoólicas.

Mas desde a noite de segunda-feira (28), a venda de bebidas alcoólicas foi novamente proibida no país. A restrição, fixada até 15 de janeiro, visa reduzir as internações geradas pelo consumo excessivo e aliviar os já saturados hospitais do país, sobrecarregados há meses pelo fluxo de pacientes da Covid-19.

“Abuso do álcool pesa no sistema de saúde”

“Esta é a prova de que quem abusa do álcool pesa muito no nosso sistema de saúde”, reagiu no Twitter a funcionária da província de Gauteng, Panyaza Lesufi. O toque de recolher estabelecido entre 21h e 6h, assim como o fechamento de bares e restaurantes a partir das 20h também tiveram um papel importante.

Poucas horas antes, as autoridades sanitárias do país africano anunciaram um novo recorde de 18 mil casos registrados em 24 horas. O país tem um total de 1.057.161 pessoas infectadas e 28.469 óbitos, dos quais 436 ocorreram nas últimas 24 horas.

Com informações da AFP

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.