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Uma em cada 100 mil pessoas apresenta reação alérgica grave à vacina da Pfizer/BioNTech

A taxa de reação alérgica à vacina Pfizer/BioNTech seria aproximadamente dez vezes maior em comparação com os imunizantes da gripe sazonal.
A taxa de reação alérgica à vacina Pfizer/BioNTech seria aproximadamente dez vezes maior em comparação com os imunizantes da gripe sazonal. REUTERS - JUAN MEDINA
Texto por: RFI
4 min

Cerca de uma em cada 100 mil pessoas que receberam a vacina Pfizer/BioNTech contra a Covid-19 teve reações alérgicas graves. A informação foi divulgada pelas autoridades de saúde dos Estados Unidos na quarta-feira (6), que enfatizam que os benefícios da imunização superam em muito os riscos conhecidos.

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Os dados são dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), que documentaram 21 casos de anafilaxia - como é chamada esse tipo de reação alérgica – após a administração de 1.893.360 injeções entre 14 e 23 de dezembro nos Estados Unidos.

"Isso representa uma taxa média de 11,1 casos de anafilaxia para cada milhão de doses administradas", disse Nancy Messonnier, chefe dos CDC.

Em comparação com outros imunizantes, as vacinas da gripe comum causam cerca de 1,3 caso de anafilaxia por milhão de doses administradas. Ou seja, a taxa de reação alérgica à vacina Pfizer/BioNTech seria aproximadamente dez vezes maior.

No entanto, Messonnier acrescentou que os casos de anafilaxia ainda são "extremamente raros" e enfatizou que é do interesse das pessoas receber a vacina, particularmente no contexto da pandemia de Covid-19, que representa um perigo muito maior para a saúde.

"Felizmente, sabemos como tratar a anafilaxia e nos preparamos para garantir que nos locais de vacinação as pessoas que administram o imunizante estejam prontas para tratar a anafilaxia", acrescentou.

Nenhum caso de morte 

Até o momento, nenhuma morte foi registrada em pacientes que receberam a vacina da Pfizer/BioNTech. 

Os 21 casos de reação alérgica ocorreram em pessoas com idades de 27 a 60 anos, com uma média de 40 anos, e todos, exceto dois, foram tratados com epinefrina. O medicamento, também conhecido como adrenalina, é indicado para situações de urgência, como paradas cardiorespiratórias e choques anafiláticos.

Dezenove dos casos (90%) de anafilaxia registrados pelos CDCs ocorreram em mulheres, e o tempo médio para o início dos sintomas foi de 13 minutos, mas variou de dois a 150 minutos. Em quatro dos casos (19%), os pacientes foram internados, sendo três em terapia intensiva, e 17 (81%) foram atendidos em prontos-socorros. Segundo o balanço divulgado pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, apenas um dos pacientes não havia se recuperado quando o documento foi redigido.

Os sintomas da reação alérgica à vacina da Pfizer/BioNTech observados pelas autoridades de saúde americanas incluíram erupção na pele, sensação de fechamento da garganta, língua inchada, urticária, falta de ar, rouquidão, lábios inchados, náuseas e tosse seca persistente. Pessoas que sofrem uma reação grave à primeira dose são aconselhadas a não tomar a segunda, prevista três semanas após a administração da primeira injeção.  

Messonnier disse que uma pesquisa está em andamento para determinar o que pode ser a causa das alergias. Uma das hipóteses está relacionada à presença, na vacina, do polietilenoglicol, molécula presente em produtos diversos, como laxantes, xampus e cremes dentais, mas que jamais havia sido utilizada em um imunizante.

Ainda não há dados suficientes para saber a taxa de anafilaxia da vacina da Moderna contra a Covid-19, que foi autorizada nos Estados Unidos e na União Europeia. Ambos os produtos utilizam uma nova tecnologia, chamada de RNA mensageiro, também inédito em imunizantes. 

(Com informações da AFP)

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