Agência Europeia de Medicamentos inicia análise para homologar vacina russa Sputnik V

A vacina Sputnik V já utilizada em vários países
A vacina Sputnik V já utilizada em vários países AP - Vahid Salemi

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) anunciou nesta quinta-feira (4) a análise da vacina russa Sputnik V contra a Covid-19. A etapa é essencial para sua homologação e uso na União Europeia (UE).

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O anúncio foi feito pela agência russa em um comunicado. "A EMA iniciou um estudo contínuo da Sputnik V, uma vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo centro nacional russo Gamaleya de epidemiologia e microbiologia", diz o texto. 

Nas últimas semanas as autoridades responsáveis pela vacina russa fizeram declarações contraditórias. Elas afirmaram ter enviado todas as informações para que o imunizante fosse aprovado pela agência europeia, mas o órgão regulador afirmou não ter recebido nada.

Deixando a política de lado

Nesta quinta-feira, as autoridades russas se disseram prontas para fornecer vacinas para 50 milhões de europeus a partir de junho, coincidindo com o anúncio da EMA.

O comunicado foi feito por Kirill Dmitriyev, diretor do fundo soberano russo, que contribuiu para o desenvolvimento da vacina contra o coronavírus no país. "A Sputnik V pode contribuir de maneira importante para salvar milhões de vidas na Europa", declarou Dmitriyev.

"Quem trabalha em conjunto com as vacinas deve deixar a política de lado. A cooperação com a EMA é o exemplo perfeito de que unir esforços é a única forma de acabar com a pandemia", acrescentou, destacando que a vacina já foi aprovada por quase 40 países.

A vacina russa foi recebida com ceticismo pelos países ocidentais, mas aos poucos está convencendo os cientistas, principalmente depois da publicação de resultados na revista científica The Lancet. Ela é usada em vários países, como de Argentina, Bolívia, Argélia, Tunísia e Paquistão. 

Moscou pretende assinar contratos de parceria para a produção do imunizante. A Sputnik V tem eficácia de 91,6% dos casos sintomáticos de covid-19.

(Com informações da AFP)

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