Covid-19: aeroporto de Roissy cria anexo em terminal para indianos clandestinos

Um terminal no aeroporto de Roissy-Charles-de-Gaulle foi instalado para acomodar várias dezenas de indianos em trânsito ilegal em território francês e para reduzir o número de pessoas detidas na área de espera do aeroporto. Foto ilustrativa
Um terminal no aeroporto de Roissy-Charles-de-Gaulle foi instalado para acomodar várias dezenas de indianos em trânsito ilegal em território francês e para reduzir o número de pessoas detidas na área de espera do aeroporto. Foto ilustrativa AP - Francois Mori

As autoridades francesas instalaram um área provisória no terminal 2A do aeroporto de Roissy-Charles De Gaulle, ao lado da zona onde são mantidos os estrangeiros que entram ilegalmente no território europeu, especificamente para acolher passageiros indianos. A informação foi revelada nesta segunda-feira (3) pelo jornal Le Parisien.

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De acordo com a administradora Aeroporto de Paris, foram colocadas camas no local e acessos aos sanitários. Atualmente, entre 80 e 90 passageiros indianos em correspondência, sem visto de entrada, estão "morando" na área. "A maioria deles é homem e se recusou a fazer um teste PCR", explicou uma fonte das autoridades aeroportuárias francesas. "Alguns chegaram com um teste negativo mas não quiseram realizar um novo e estão há 17 dias no local", explicou. 

Muitos dos indianos estão em trânsito entre Moscou e o México e esperam imigrar para os Estados Unidos. Mas, sem visto, deverão ser devolvidos para a Rússia.

Desde que o anexo foi construído, apenas 35 estrangeiros de outras nacionalidades estão na chamada "zona provisória de espera" principal.

Temendo um foco de propagação, a Cruz Vermelha e a Associação Nacional de Assistências às Fronteiras para os Estrangeiros (Anafe) decidiu, no final de abril, retirar seus funcionários da área, onde são mantidos os estrangeiros que não estão autorizados a entrar no território.

A Índia registrou 370.000 novas contaminações nas últimas 24 horas e 3.400 mortes. O balanço total provisório é de 219.000 mortos para cerca de 20 milhões de contaminações. A imprensa local informou que 24 pessoas morreram no domingo (2) à noite por suposta falta de oxigênio em um hospital do estado de Karnataka, perto de Bangalore, no sul do país.

Sem oxigênio

No sábado (1), 12 pessoas faleceram em um hospital que ficou sem reservas de oxigênio na capital, Nova Délhi. A Suprema Corte indiana pressionou o primeiro-ministro Narendra Modi, ao ordenar no domingo que o governo abasteça Délhi com reservas de oxigênio até meia-noite de hoje (15h30 de Brasília).

O México detectou no domingo o primeiro caso de variante indiana, no estado de San Luis Potosí, na região centro-norte do país. A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou na semana passada que esta mutação do vírus já havia sido identificada em 17 países, incluindo vários da Europa.

(Com informações da AFP)

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