Covid-19: Japão anuncia suspensão do estado de emergência a um mês dos Jogos Olímpicos

O governo japonês vai suspender estado de emergência no domingo (20), a um mês dos Jogos Olímpicos de Tóquio.
O governo japonês vai suspender estado de emergência no domingo (20), a um mês dos Jogos Olímpicos de Tóquio. AP - Eugene Hoshiko

O estado de emergência em Tóquio e outras regiões do Japão será suspenso a partir do domingo, 20 de junho, um mês antes do início dos Jogos Olímpicos. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, nesta quinta-feira (17). 

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O governo japonês, no entanto, afirmou que pretende manter restrições importantes contra a Covid-19 na capital. Caso permaneçam em vigor, as medidas limitarão consideravelmente a presença de público local no evento olímpico, previsto para acontecer de 23 de julho a 8 de agosto.

Tóquio e outros departamentos japoneses estão desde o fim de abril sob estado de emergência, o que consiste principalmente no fechamento mais cedo de bares e restaurantes, assim como a proibição de venda de bebida alcoólica à noite.

De acordo com o primeiro-ministro, este dispositivo será suspenso no domingo em quase todas as áreas afetadas, incluindo a capital, mas com a manutenção de restrições importantes. Desta maneira, em Tóquio e outros seis departamentos, todos os bares e restaurantes terão que fechar as portas às 20h, com a possibilidade de servir bebida alcoólica até 19h.

Limite de público em Tóquio 

Na quarta-feira (16), o governo liberou o limite de 10 mil espectadores para os eventos em departamentos que não se encontram em estado de emergência. Mas a capital japonesa deverá seguir limitando o número de espectadores locais em competições esportivas e espetáculos, com um limite de capacidade de 50% e público máximo de 5 mil pessoas. 

"O número de infecções em todo o país está em queda desde meados de maio e a disponibilidade de leitos de hospital melhora. Mas em alguns departamentos esta curva descendente se achata", afirmou o primeiro-ministro.  

A pouco mais de um mês da cerimônia de abertura, os organizadores tentam passar a mensagem de que os Jogos, a maior manifestação esportiva internacional desde o início da pandemia, serão seguros para atletas e público. No início da próxima semana devem decidir sobre a presença ou não de espectadores locais no evento esportivo de julho e agosto. Os espectadores procedentes do exterior já foram vetados dos jogos, algo inédito na história olímpica.

Novas orientações sanitárias divulgadas esta semana advertem os atletas que eles poderão ser expulsos dos Jogos caso violem normas como usar máscara ou passar por testes diários. Os organizadores afirmaram que 80% dos atletas participantes serão vacinados e não poderão interagir com o público japonês.

Passaporte de vacinação

O Japão também anunciou nesta quinta-feira que colocará à disposição dos viajantes japoneses um passaporte de vacinação a partir do próximo mês. "Estamos nos preparando para fornecer um certificado de imunização para aqueles que precisarem visitar países estrangeiros", declarou à imprensa à porta-voz do governo japonês, Katsunobu Kato. 

Segundo ela, o documento terá formato digital e será disponibilizado pelas autoridades locais em julho. A iniciativa é apoiada principalmente pelas empresas que desejam que seus empregados voltem a realizar viagens de negócios. No entanto, o programa de vacinação japonês avança lentamente e apenas 6% da população recebeu duas doses do imunizante até o momento. 

A iniciativa do governo japonês segue os moldes da União Europeia, que trabalha na elaboração de um passe sanitário que deve entrar em vigor nas próximas semanas. O objetivo é acolher turistas durante o verão no hemisfério norte, uma época típica de férias e viagens. 

A versão europeia deste "passaporte" contará com informações detalhando se o viajante foi vacinado ou infectado recentemente com a Covid-19 (e, neste caso, se ele testou negativo antes de viajar e se está curado da doença). 

No mês passado, os Estados Unidos também afirmaram que estão estudando a possibilidade de fornecer um passaporte especial aos americanos imunizados que forem viajar ao exterior. A ideia enfrenta resistência de estados conservadores, como a Flórida e o Texas, onde as autoridades afirmam que o documento é uma violação dos direitos individuais fundamentais. 

(Com informações da AFP)

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