Covid-19: China já injetou mais de um bilhão de doses de vacinas

Uma dose da vacina da companhia chinesa Sinopharm
Uma dose da vacina da companhia chinesa Sinopharm ISHARA S. KODIKARA AFP

A China já administrou mais de 1 bilhão de vacinas contra a Covid-19. O anúncio foi feito neste domingo (20) pelo Ministério da Saúde do país. O número de doses injetadas representa mais de um terço do total do planeta. Em todo o mundo, na sexta-feira (18), mais de 2,5 bilhões de pessoas já haviam tomado uma vacina contra a doença.

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O governo chinês não deu detalhes sobre o número de pessoas que receberam as duas doses. Os chineses não se precipitaram para receber a vacina porque o vírus foi praticamente erradicado do país graças às quarentenas obrigatórias, aos testes sistemáticos e a controles de circulação da população.

A falta de dados inicialmente disponíveis sobre os imunizantes chineses e o escândalo das doses falsificadas no país também contribuíram para desestimular a população.

Mas o governo e as empresas adotaram uma atitude mais "proativa", recomendando e insistindo para que os habitantes se vacinassem. Em Pequim, alguns bairros instalaram na frente dos edifícios painéis com a porcentagem de vacinados, para pressionar os indecisos. As autoridades também distribuíram cupons de compra e ovos para estimular a vacinação.

Casos locais

O aparecimento, nas últimas semanas, de alguns casos locais na província de Guangdong, no sul do país, também serviu de alerta para a possibilidade de uma retomada epidêmica.

O Ministério da Saúde chinês anunciou, nas 24 horas, 23 novos casos da doença. Todos, entretanto, são de pessoas que chegaram do exterior, que são obrigatoriamente isoladas, sem contato com o resto da população. 

Por enquanto, quatro vacinas foram autorizadas no país: a do laboratório privado Sinovac, duas do gigante Sinopharm e uma da empresa farmacêutica CanSino Biologics.

O imunizante da Pfizer/BioNTech também pode ser autorizado nos próximos meses, graças a uma parceria local. Em 13 meses, apenas duas mortes foram registradas na China, segundo dados oficiais. Lojas, bares e restaurantes estão abertos desde abril do ano passado.

Aeroporto cancela voos

O aeroporto de Shenzhen, no sul da China, cancelou centenas de voos neste sábado (19) e reforçou os controles depois que uma garçonete de um restaurante testou positivo para a variante Delta do coronavírus.

Quase 400 voos foram anulados na sexta-feira, segundo o site VariFlight. Dezenas de voos previstos para este sábado também foram cancelados.

Shenzhen, uma cidade vizinha de Hong Kong, abriga grandes empresas de tecnologia asiáticas, como a Huawei e a Tencent. Milhões de habitantes desta cidade fizeram um teste de diagnóstico nas últimas semanas após a detecção de um foco no porto.

Com informações da AFP

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