Ocean Viking: navio de resgate de migrantes pede porto seguro urgente para 553 pessoas no Mediterrâneo

O navio de resgate humanitário Ocean Viking pediu, nesta segunda-feira (2), a designação de um porto seguro para vários países do Mediterrâneo para desembarcar 555 migrantes resgatados a bordo, onde a situação é "insustentável", segundo afirmou a ONG SOS Méditerrané.
O navio de resgate humanitário Ocean Viking pediu, nesta segunda-feira (2), a designação de um porto seguro para vários países do Mediterrâneo para desembarcar 555 migrantes resgatados a bordo, onde a situação é "insustentável", segundo afirmou a ONG SOS Méditerrané. AP - Fabio Peonia

O navio de resgate humanitário Ocean Viking pede com urgência a designação de um porto seguro para vários países do Mediterrâneo para desembarcar 553 migrantes resgatados a bordo, onde a situação é "insustentável", segundo afirmou a ONG SOS Mediterrâneo. O alerta foi dado na segunda-feira (2) e reforçado pelo Twitter nesta terça-feira (3)

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"Fizemos apelo a todas as autoridades competentes: Malta, Tunísia, Líbia e Itália", disse à AFP a ONG que administra o navio. Segundo a SOS Mediterrâneo, Malta rejeitou o pedido e Tunísia e Líbia não responderam.

Mais de 700 migrantes foram resgatados em embarcações precárias no Mediterrâneo neste fim de semana pelo Ocean Viking e pelos navios humanitários alemães Sea-Watch e ResQship.

"A situação é insustentável a bordo", informou uma porta-voz do SOS Méditerranée.

"Com ondas que se intensificam e um calor sufocante, a condição física das pessoas a bordo se deteriora", tuitou a ONG, mencionando tonturas e desmaios entre os resgatados.

Líbia, rota incerta

Após cada resgate, as ONGs devem esperar a atribuição de um "porto seguro" para desembarcar os náufragos. Às vezes, os navios ficam bloqueados no mar por dias.

Apesar de sua instabilidade, a Líbia continua sendo a rota de passagem para dezenas de milhares de migrantes que tentam chegar à Europa, com apenas 300 km de distância entre a costa líbia e italiana.

Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), as saídas, interceptações e chegadas de migrantes no Mediterrâneo central aumentaram este ano e pelo menos 1.113 morreram no mar durante o primeiro semestre de 2021.

(Com informações da AFP)

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