Agência europeia de medicamentos analisa resistência de variante Mu a vacinas

Preparação de uma dose da vacina Pfizer-BioNtech contra o coronavírus durante a vacinação de alunos de uma escola em Medellín, em 7 de setembro de 2021 na Colômbia.
Preparação de uma dose da vacina Pfizer-BioNtech contra o coronavírus durante a vacinação de alunos de uma escola em Medellín, em 7 de setembro de 2021 na Colômbia. Joaquín Sarmiento AFP/Archivos

A variante Mu, identificada pela primeira vez na Colômbia em janeiro de 2021, é "potencialmente preocupante", mas ainda não há dados que sugiram que ela possa ultrapassar a variante Delta como cepa dominante, disse o regulador europeu nesta quinta-feira (9). Ela pode ser "potencialmente mais preocupante porque pode apresentar um risco potencial de resistência a vacinas", especificou a agência europeia em entrevista coletiva.

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A variante - B.1.621 de acordo com a nomenclatura científica - foi classificada como "variante a ser monitorada" pela Organização Mundial de saúde (OMS) no início de setembro.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) se concentra principalmente na variante Delta, mas “também está monitorando outras variantes que podem se espalhar, como a Lambda (identificada no Peru) e mais recentemente, a Mu”, disse Marco Cavaleri, gerente de estratégia de vacinas.

A EMA discutirá com os desenvolvedores de vacinas a real eficácia dos imunizantes contra a variante Mu. "Mas não temos dados mostrando que a variante Mu esteja se espalhando tanto, ou que exista uma chance de que ela ultrapasse a variante Delta como a cepa dominante", disse ele, no entanto.

Todos os vírus, incluindo o SARS-CoV-2, responsável pela Covid-19, sofrem mutações com o tempo. A maioria das mutações tem pouco ou nenhum efeito nas propriedades do vírus.

No entanto, certas mutações podem afetar as propriedades do vírus e influenciar, por exemplo, a facilidade com que ele se espalha, a gravidade da doença que causa, ou a eficácia de vacinas, medicamentos, ferramentas de diagnóstico ou outras medidas sociais e de saúde pública.

O surgimento, no final de 2020, de variantes que apresentavam maior risco à saúde pública global levou a Organização Mundial da Saúde a caracterizar variantes "a serem monitoradas" e "variantes preocupantes", a fim de priorizar as atividades de vigilância e pesquisa em nível global.

Atualmente, a OMS considera que quatro variantes são preocupantes, incluindo as variantes Alpha, presente em 193 países, e Delta, presente em 170 países, enquanto cinco outras variantes devem ser monitoradas (incluindo a Mu). Detectada pela primeira vez na Colômbia em janeiro, a variante Mu já foi encontrada em outros países da América do Sul e na Europa.

A prevalência global da variante Mu entre os casos sequenciados era inferior a 0,1% no início de setembro, mas sua prevalência na Colômbia (39%) e no Equador (13%) aumentou constantemente ", segundo a OMS.

(Com informações da AFP)

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