Putin faz quarentena depois de ter contato com pessoas com Covid-19

Na segunda-feira (13), Putin se reuniu com o presidente sírio, Bashar al-Assad.
Na segunda-feira (13), Putin se reuniu com o presidente sírio, Bashar al-Assad. AP - Mikhail Klimentyev

O Kremlin anunciou nesta terça-feira (14) que o presidente russo, Vladimir Putin, precisou se isolar após a descoberta de casos de Covid-19 em seu entorno. Devido à quarentena preventiva, Putin não participará presencialmente de uma reunião de cúpula regional no Tadjiquistão. O porta-voz Dmitri Peskov destacou que o líder russo "está em perfeito estado de saúde".

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O comunicado do Kremlin diz que Putin observará um "regime de autoisolamento durante um certo período de tempo", sem especificar o número de dias. O porta-voz afirmou que o presidente russo "está vacinado e foi submetido a um teste de detecção do vírus". Mas o resultado não foi divulgado.

Desde o início da pandemia, as autoridades russas tomaram medidas excepcionais para proteger o presidente, de 68 anos, que foi imunizado com a vacina de fabricação russa Sputnik V. Antes de se reunirem com Putin, líderes estrangeiros, jornalistas e funcionários de alto escalão tiveram de passar por um autoisolamento.

Na segunda-feira (13), Putin se reuniu com o presidente sírio, Bashar al-Assad, e com os atletas russos que voltaram dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.

A Rússia está entre os países mais atingidos pela pandemia da Covid-19. No momento, ocupa o quinto lugar em número de infectados, conforme balanço atualizado da agência AFP.

Apesar da alta disponibilidade de vacinas, as autoridades sanitárias não conseguem conter o avanço da infecção viral. Até esta terça-feira, a Rússia acumulava 7,1 milhões de casos de contágio e mais de 194.000 mortes, o número mais alto da Europa.

População cética sobre vacinas russas

Depois de disparar em agosto, o número de casos chegou a diminuir, mas continua a preocupar. Nas últimas 24 horas, foram registrados 17.837 casos positivos de Covid-19 e 781 óbitos.

As autoridades não conseguem convencer uma população cética em relação às vacinas, e pesquisas independentes mostram que a maioria dos russos não quer se imunizar. Apenas 39,9 milhões dos 146 milhões de russos estão totalmente vacinados, segundo o site Gogov, que coleta dados oficiais das regiões.

A Rússia conta com quatro vacinas de fabricação própria disponíveis para sua população, mas não distribui imunizantes de países ocidentais. Moscou, epicentro da pandemia no país, e outras regiões implementaram medidas de vacinação obrigatórias para acelerar a imunização. O presidente Putin pede, repetidamente, aos cidadãos do país que se vacinem.

A meta do Kremlin era ter 60% da população protegida até setembro, um objetivo que não foi atingido, apesar de o país ter iniciado sua campanha de vacinação no início de dezembro passado. O governo russo foi acusado de subestimar os efeitos da pandemia de Covid-19 e de ter desistido de voltar a adotar medidas restritivas após o rígido confinamento decretado em 2020.

As autoridades depositaram suas esperanças de conter a pandemia com as vacinas de fabricação nacional – Sputnik V, EpiVacCorona, CoviVac e Sputnik Light (de dose única) –, ainda sem sucesso.

Com informações da AFP

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