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A Semana na Imprensa

Carlos Ghosn reivindica indenização de € 10 milhões e aposentadoria de € 700 mil por ano da Renault

Áudio 02:46
"Carlos Ghosn ataca Renault na justiça para obter milhões de euros", anuncia a revista L'Obs
"Carlos Ghosn ataca Renault na justiça para obter milhões de euros", anuncia a revista L'Obs © Fotomontagem RFI/AP
Por: Silvano Mendes
6 min

A revista francesa L’Obs desta semana revela que Carlos Ghosn lançou um processo contra a montadora francesa Renault. Segundo a reportagem, o franco-líbano-brasileiro, preso em 2018 acusado de fraude fiscal e irregularidades na gestão do grupo automobilístico que dirigia, reivindica, diante da justiça, não apenas uma parte da remuneração à qual afirma ter direito, mas também uma aposentadoria.  

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Carlos Ghosn, que fugiu do Japão após sua detenção e vive atualmente no Líbano, acaba de lançar um livro. Segundo o executivo, o projeto, intitulado “Le Temps de la Vérité” (O tempo da verdade), vai ajudá-lo a se “defender após a intensa campanha de difamação e de destruição” que ele afirma ter sofrido.

No entanto, informa L’Obs, além do livro, o executivo estava se preparando nos últimos meses para enfrentar a gigante automobilística na justiça. De acordo com a revista, desde maio o franco-líbano-brasileiro avança com um processo no qual exige que a Renault lhe pague a remuneração variável que, segundo ele, corresponde ao período de suas atividades entre 2014 e 2017, e que deveria ter sido paga em forma de ações da empresa.

“Confiscaram valores que eu ganhei, mas também me privam de uma aposentadoria à qual eu tenho direito. Tudo isso baseado em uma suposta demissão da Renault”, disse Carlos Ghosn à revista L’Obs.

O empresário também lançou, paralelamente, um processo para receber a aposentadoria que estava prevista em seu contrato. O pedido se junta ao que ele já havia feito na Justiça do Trabalho francesa, em 2019. Segundo a revista, se o primeiro processo exigia € 250 mil de indenização, o novo pedido se eleva a milhões de euros. L’Obs fez os cálculos e chegou à conclusão que, somados todos os requerimentos, Ghosn exige receber mais de € 10 milhões. Sem contar uma aposentadoria de mais de € 700 mil por ano até o final da vida.

“Mas a batalha nos tribunais vai ser difícil”, avisa a reportagem, lembrando que Ghosn assinou, em janeiro de 2019, quando estava detido em Tóquio, uma carta na qual aceitava deixar suas funções de presidente da Renault. A montadora considera que o documento representa um pedido de demissão, mas o ex-dirigente defende que havia apenas deixado o cargo de CEO. Agora, a justiça terá que interpretar a intenção da carta.

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