“Meu objetivo é Paris 2024”, diz judoca Rafael Macedo, prata no Mundial Militar na França

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O judoca Rafael Godoy de Macedo (-100kg) disputou, em Paris, o Mundial Militar da categoria, no início de novembro, e conquistou a prata.
O judoca Rafael Godoy de Macedo (-100kg) disputou, em Paris, o Mundial Militar da categoria, no início de novembro, e conquistou a prata. © Arquivo Pessoal

O Brasil levou o terceiro lugar na classificação geral do Campeonato Mundial Militar, disputado no início de novembro em Brétigny-sur-Orge, no interior da França. Foram 11 medalhas nas disputas individuais (três ouros, quatro prata e seis bronzes) e mais dois bronzes na competição por equipes, masculina e feminina. Vice-campeão na categoria até 90kg, o judoca Rafael Godoy de Macedo diz que a conquista da prata é motivo de grande satisfação neste início de um novo ciclo olímpico.

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“Foi o meu primeiro torneio, estava com saudade de lutar. Fiquei um período de férias, vim menos treinado para esta competição, mas mesmo assim consegui um bom desempenho”, comemora o judoca na entrevista à RFI.

Rafael voltou a competir depois de um descanso após a participação relâmpago nas Olimpíadas de Tóquio. No evento, ele foi eliminado logo na primeira rodada após perder a luta em apenas 30 segundos para o cazaque Islam Bozbayev.

De volta ao tatame, ele chegou à final no Mundial Militar, mas foi superado na disputa pelo ouro pelo uzbeque Davlat Bobonov. “Fiz a final com o líder do ranking atualmente e a luta foi dura. Foi uma boa competição para iniciar o ciclo para Paris, ainda mais que foi aqui na França, a sede da próxima Olimpíada”, afirma.

A participação em competições militares faz parte de seu compromisso como integrante do Programa de Atletas de Alto Rendimento das Forças Armadas. Terceiro sargento do Exército, o paulista de 27 anos vê poucas diferenças entre o Campeonato Mundial Militar e as competições do circuito tradicional do judô.

“É uma competição um pouco mais vazia, mas o nível é muito parecido com o do circuito mundial. Mas não dá para comparar porque o circuito mundial tem muito mais atletas e melhor ranqueados. No Mundial Militar a gente vê grandes atletas lutando, mas é bem menos. Pode-se dizer que é uma competição mais tranquila, mas não é fraca”, garante.

Planejamento e foco

Apesar de ter recomeçado o novo ciclo olímpico no país que vai acolher em três anos os próximos Jogos, ele sabe que o caminho para ficar com uma das vagas para Paris 2024 será longo e cheio de obstáculos.

Seu foco, diz, será em cada luta e em cada competição. A próxima delas está agendada para dezembro, com a seletiva para a seleção brasileira. Uma classificação vai garantir presença em diversas competições do circuito mundial, etapa necessária para continuar a conquistar pontos para o ranking.

A medalha olímpica é o meu sonho e dos atletas de judô. Mas a gente não desmerece nenhuma outra competição do circuito porque sabemos o valor e o nível das competições. Também é um sonho conquistar medalhas no circuito mundial e especialmente na Olimpíada”, acrescenta.

No entanto, antes de deixar a França, Rafael diz que a medalha de prata foi um fator motivador e o ajuda a se projetar para concretizar seu principal objetivo: “Eu me programo para estar em Paris e vou trabalhar para isso. Não tem nenhuma vaga conquistada. O resultado aqui (no Mundial Militar) não quer dizer nada, não garante nenhuma vaga. De degrau em degrau, competição em competição, vou concretizando a vaga para chegar na Olimpíada. Meu objetivo e meu planejamento nos próximos três anos são focados na Olimpíada”.

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