Bayern vence por 1 a 0 e acaba com sonho do PSG de Neymar na final da Liga dos Campeões

Kingsley Coman, do Bayern de Munique, marca com o jogo recomeçando a portas fechadas, em Lisboa.
Kingsley Coman, do Bayern de Munique, marca com o jogo recomeçando a portas fechadas, em Lisboa. REUTERS - POOL

O Bayern de Munique se consagrou pela sexta vez como o grande vencedor da Liga dos Campeões neste domingo (23), vencendo o PSG de Neymar. O jogo aconteceu no Estádio da Luz, em Lisboa, a portas fechadas, e foi retransmitido através de dois telões gigantes para cerca de 5 mil torcedores no Parque dos Príncipes, em Paris.

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O PSG, que teve seu ânimo visivelmente dissipado no gramado no começo do segundo tempo pelo gol de seu ex-atacante, Kingsley Coman, perdeu a batalha para o Bayern de Munique (1-0), em sua primeira final da Liga dos Campeões neste domingo (23). O time alemão foi sagrado campeão europeu pela sexta vez em sua história.

No Estádio da Luz de Lisboa, os parisienses tiveram boas oportunidades, especialmente no ataque com Neymar  ou Kylian Mbappé, mas foi o francês Kingsley Coman, de cabeça, que acabou com as ilusões de seu ex-clube, onde foi formado [o PSG] .Ao final do jogo, antes da entrega do troféu, era possível ver Neymar arrasado, sentado no banco dos reservas, antes de ser chamado pelo treinador Thomas Tuchel.

O PSG e o Bayern de Munique se separaram ao fim do primeiro tempo com um placar sem gols (0-0) na final da Liga dos Campeões, no domingo, apesar das boas oportunidades para o astro parisiense Neymar ou o artilheiro de Munique, Robert Lewandowski.

Durante o primeiro tempo no Estádio da Luz, em Lisboa, Neymar teve seu chute defendido pelo goleiro alemão Manuel Neuer  duas vezes, enquanto Lewandowski viu suas tentativas serem desviadas pela defesa parisiense e depois pelo goleiro Keylor Navas, deixando o placar inalterado no intervalo.

Mas, neste domingo, o Bayern de Munique assumiu o status de gigante do futebol europeu com a cabeçada de Kingsley Coman no segundo tempo, em Lisboa, acabando com o sonho do PSG.

Vitória da tradição

1974, 1975, 1976, 2001, 2013, e agora 2020. Seis coroações e supremacia indiscutível na Europa nesta temporada: o Bayern lembrou ao Velho Continente que seus clubes mais históricos não permitiriam que times em ascensão acrescentassem seus nome na taça. Não é por acaso que os últimos sete clubes que disputaram a sua primeira final na competição foram todos vencidos, incluindo o PSG.

Talvez também não seja por acaso que o único marcador da noite tenha sido Kingsley Coman, o francês, ex-parisiense, símbolo da antecipação que o Bayern tem sobre o seu rival tricolor francês.

O clube parisiense, que acaba de comemorar seu 50º aniversário, não tinha nem quatro anos de existência quando os bávaros Gerd Müller e Uli Hoeness ergueram seu primeiro troféu pelo Bayern.

E estes anos de diferença viram-se, no gramado de um Estádio da Luz sem espectadores, onde Munique assumiu a sua impressionante estatura, pressionando do alto e dominando a posse de bola desde o início do jogo até no final, com a intensidade de um campeão, apesar das estrelas do PSG.

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