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Argélia

Morreu o pilar da Argélia de Bouteflika

O general Ahmed Gaïd Salah na cerimónia de tomada de posso do novo presidente da Argélia. 19 de Dezembro de 2019.
O general Ahmed Gaïd Salah na cerimónia de tomada de posso do novo presidente da Argélia. 19 de Dezembro de 2019. REUTERS/Ramzi Boudina

O general Ahmed Gaïd Salah, poderoso chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Argélia, morreu esta segunda-feira, aos 79 anos, vítima de uma crise cardíaca. Figura-chave na presidência e no afastamento de Abdelaziz Bouteflika, Ahmed Gaïd Salah morreu quatro dias após a tomada de posse do novo Presidente.

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Nascido a 13 de Janeiro de 1940, Ahmed Gaïd Salah integrou aos 17 anos o Exército de Libertação Nacional e era um dos últimos representantes no exército dos antigos combatentes da Guerra da Independência. Em 2004, foi nomeado por Abdelaziz Bouteflika como chefe de Estado-Maior das Forças Armadas e foi uma das figuras mais poderosas no círculo do poder.

Durante 15 anos foi um apoiante acérrimo de Abdelaziz Bouteflika até Abril deste ano, quando tentou acalmar os protestos das ruas contra a vontade do antigo presidente de se candidatar a um quinto mandato (uma decisão que ele próprio tinha apoiado). Ahmed Gaïd Salah forçou a saída de cena do ex-presidente e, desde então, era ele quem de facto mandava na Argélia. Porém, tornou-se rapidamente no alvo dos protestos por ser o garante do "sistema" que dirige a Argélia desde 1962 e que os manifestantes denunciam.

O chefe de Estado-maior das Forças Armadas e ministro da Defesa morreu aos 79 anos, quatro dias depois da tomada de posse do novo Presidente Abdelmadjid Tebboune, numa cerimónia em que foi homenageado com uma ordem de mérito tradicionalmente atribuída aos chefes de Estado.

A sua morte acontece numa altura em que a Argélia continua a viver ao ritmo dos protestos que começaram em Fevereiro e que não se calam apesar da eleição do novo Presidente.

Para o substituir, por agora, foi escolhido Said Chengriha, que tinha sido nomeado chefe das forças terrestres no seio do exército em Setembro do ano passado pelo próprio Gaïd Salah, durante uma vasta remodelação na alta hierarquia militar.

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