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Política/Sudão do Sul

Sudão do Sul:acordo para governo e críticas da ONU aos protagonistas de guerra

O Presidente Salva Kiir e o seu rival Riek Machar.15 de Janeiro de 2020
O Presidente Salva Kiir e o seu rival Riek Machar.15 de Janeiro de 2020 REUTERS/Jok Solomun
Texto por: RFI
5 min

O presidente do Sudão do Sul Salva Kiir e o rebelde Riek Machar chegaram a um acordo para formar um governo de união nacional,um passo que visa pôr termo a seis anos de guerra civil.Este acordo ocorre paralelamente à divulgação do relatório da ONU que critica o exército sul-sudanês e os grupos rebeldes em guerra, por terem "deliberadmente esfomeado" os habitantes do país, ao recusar-lhes o acesso à ajuda alimentar e ao forçá-los a abandonar os seus lares.

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A publicação do relatório das Nações Unidas ocorre dois dias antes do prazo para a formação de um governo de união nacional, previsto pelo acordo de paz assinado em Setembro de 2018, em Addis Abeba.

O relatório coincidiu igualmente com o encontro, na quinta-feira, entre o Presidente do Sudão do Sul Salva Kiir e o seu rival histórico Riek Machar, a fim de chegar a um acordo sobre as condições, para a composição do governo.

A comissão, encarregada, pelo Conselho para os Direitos Humanos das Nações Unidas, de reunir provas que possam ser utilizadas judicialmente contra os autores de atrocidades cometidas durante a guerra civil, no Sudão do Sul, acusa militares e rebeldes de terem deliberadamente esfomeado as populações, assim como levado a cabo violações dos direitos humanos, entre a data do acordo de paz ,em Setembro de 2018, e Dezembro de 2019.

Os três membros da comissão de inquérito da ONU criticaram igualmente as "elites predatoras" que "não prestam contas a população sul-sudannesa", que, de acordo com o relatório, têm sofrido imensamente desde que a guerra civil teve início em Dezembro de 2013.

A implementação do acordo de paz continua a ser perturbada pelo recrutamento contínuo de crianças-soldados pelas partes em conflito,bem como por violências localizadas,que provocaram centenas de mortos em 2018 e 2019, e igualmente por violências sexuais e pela corrupção.

A formação do governo de união nacional já foi adiada por duas vezez, devido à divergências no que toca à mecanismos de segurança, ao acantonamento das forças governamentais e rebeldes, e à questão central dos Estados regionais.

Sudão do Sul: acordo para governo e críticas da ONU aos protagonistas de guerra civil 21 02 2020

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