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Semana em África

Sentença pronunciada no caso Anastácio Matavel em Moçambique

Áudio 11:49
Filipe Mahajane, porta-voz da família Matavele, com um retrato de Anastácio Matavele. Xai-Xai, 11 de Outubro de 2019.
Filipe Mahajane, porta-voz da família Matavele, com um retrato de Anastácio Matavele. Xai-Xai, 11 de Outubro de 2019. © GIANLUIGI GUERCIA / AFP
Por: Marco Martins
28 min

O nosso programa "Semana em África" tem como principal destaque a sentença no caso Anastácio Matavel em Moçambique.

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O Tribunal Judicial da Província de Gaza, sul do país, condenou seis polícias a penas entre três e 24 anos de cadeia pelo seu envolvimento no homicídio, em outubro último, do observador eleitoral Anastácio Matavel.

O acórdão proferido pela juíza Ana Liquidão condenou Tudelo Guirrugo, Edson Silica e Alfredo Macuácua a 24 anos de prisão cada um, Euclídio Mapulasse a 23 anos, e Januário Rungo e Justino Muchanga a três anos cada e ao pagamento de cerca de dezanove mil euros e uma indemnização solidária à família do malogrado.

O Director da organização da sociedade civil, Centro de Desenvolvimento para a Democracia - CDD -, Adriano Nuvunga, considera que a sentença proferida contra os agentes da Polícia que assassinaram o activista social Anastácio Matavel não corresponde ao julgamento por não terem sido revelados e, acusados os mandantes do crime. Recorde-se que a 4ª secção criminal do Tribunal Judicial da Província de Gaza condenou os assassinos do activista social a penas que variam de três a 24 anos de prisão. O Estado moçambicano saiu ilibado.

Passamos ao resto da actualidade na África Lusófona,

Em Cabo Verde, o empresário colombiano e tido como próximo do presidente venezuelano, Alex Saab, detido há uma semana a pedido dos Estados Unidos, que o acusam de corrupção e de lavagem de dinheiro, compareceu na quinta-feira pela primeira vez perante a justiça no tribunal da relação de Barlavento. Após mais de 3 horas de audiência, a justiça confirmou a sua prisão preventiva.

Em Angola, os museus angolanos voltaram a abrir progressivamente sob medidas de segurança. Em 2018, o museu regional da Huíla recuperou estátuas e bustos coloniais, que depois da proclamação da independência foram retiradas dos locais de origem. Na altura, Soraia Ferreira era directora do museu, conduziu o projecto e defende que não é possível apagar a história.

A Organização Mundial da Saúde considera que a utilização de dexametasona reduziu significativamente a mortalidade em pacientes seriamente afectados pelo novo coronavírus e é um "avanço científico" na luta contra a pandemia. O cientista angolano Valdemar Tchipenhe com pesquisa aplicada em campo, actualmente no Togo numa unidade chinesa, lembra que as investigações em laboratório para encontrar uma cura à Covid-19 demora muito tempo até encontrar resultados fiáveis.

Passamos à actualidade no continente africano,

Evariste Ndayishimiye tomou posse, na quinta-feira, como o décimo presidente da história do Burundi. No seu discurso de mais de sessenta minutos, o novo chefe de Estado burundês prestou homenagem ao seu antecessor, Pierre Nkurunziza, falecido recentemente, e apelou os seus compatriotas ao diálogo, sublinhando que uma das suas prioridades é assegurar a soberania do país. Ndayishimiye criticou as ingerências estrangeiras no seu país, que segundo ele são responsáveis pelas crises políticas que afectaram o Burundi nos últimos anos.     

Para fechar uma nota desportiva,

Em Cabo Verde, a selecção cabo-verdiana de futebol agarrou a causa ambiental e vai passar a ter uma camisola feita a partir de plásticos retirados dos mares. Treze garrafas de plástico dão para produzir uma camisola, explica Paulo Santos, vice-presidente da Federação Cabo-Verdiana de Futebol.

Semana Em África 20-06-2020 MM

Chegamos assim ao fim desta Semana em África.

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