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G5 Sahel/França/Terrorismo

Chefes de Estado do G5 Sahel e França fazem ponto de situação

 O Presidente Emmanuel Macron,a  esquerda ,acolhido  pelo seu  homólogo mauritaniano, Mohamed Ould Ghazouani, a csua chegada à Nouakchott. 30 de Junho de 2020.
O Presidente Emmanuel Macron,a esquerda ,acolhido pelo seu homólogo mauritaniano, Mohamed Ould Ghazouani, a csua chegada à Nouakchott. 30 de Junho de 2020. POOL/AFP
Texto por: RFI
3 min

Em Nouakchott, na Mauritânia, estão reunidos os chefes de Estado do G5-Sahel, para debater a situação na região afectada pela violência armada. Além dos Presidentes da Mauritânia, Mali, Níger, Chade e Burkina Faso, participa na cimeira o presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, o chefe de Estado francês, Emmanuel Macron,  bem como o Primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez. O chefe de Estado francês,realçou nomeadamente e importância de restabelecer  e  consolidar a ordem do Estado nos países do Sahel.

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Seis meses depois da sua reunião em Pau, no sudoeste da França, os Presidentes dos cinco países do Sahel e da França participam numa cimeira em Nouakchott, capital da Mauritânia,  para fazer o ponto da situação, na sequência de uma série de reveses dos exércitos locais frente aos grupos jiadistas que   operam na região.

Todavia Emmanuel Macron realçou também o facto de que uma melhor coordenação ,entre as forças dos exércitos do Sahel e as suas homólogas francesas, tem contribuído para uma maior eficácia da luta contra o grupos jihadistas, activos no países  do Sahel

O  encontro de um dia, com em pano de fundo a pandemia de Covid-19  que quase o impossibilitou, tem como objectivo também abordar medidas destinadas à consolidar o Estado na  região saheliana, como o sublinhou pela ocasião o Presidente Emmanuel Macron.  

Emmanuel Macron, presidente francês

"Nós vamos fazer o ponto da situação sobre a  evolução das medidas, que tínhamos decidido em Pau,no que diz  respeito à luta  contra o terrorismo, à  consolidação  dos  exércitos  do Sahel,  ao  restabelecimento do Estado em todo o Sahel e também no capítulo do desenvolvimento e dos projectos  concretos  que nós  tencionamos realizar no  âmbito da "Aliança Para o Sahel".

Nos  últimos seis meses nós registamos verdadeiros êxitos na luta  contra o  terrorismo, ao neutralizar temíveis chefes terroristas,acções que foram sangrentas para toda a região e  que afectaram muito as  populações civis... porque nós conseguimos  melhorar a nossa organização em matéria  de segurança e de  partilha de informações,  porque  se  registou  uma maior eficácia das operações das  forças sahelianas.

Os  equipamentos foram igualmente entregues e o empenho demonstrado.

Nós devemos fazer mais esforços para o restabelecimento do Estado. Em muitas regiões é importante que a consolidação da presença do Estado seja mantida.  Penso particularmente no que se deve fazer no respeitante ao Mali e ao Burkina Faso, num contexto muito complicado".

                                     (Presidente Emmanuel Macron)   

Os especialistas do Sahel continuam a não partilhar o optimismo do chefe de Estado francês, considerando que o cenário é sombrio.Eles consideram que sem uma evolução das questões extra-militares, como a reconstrução e a reconciliação civil, não haverá um verdadeiro progresso e  paz na região afectada pelo jihadismo.

A França tem como objectivo, aumentar o número de parceiros empenhados na luta anti-jihadista no Sahel.  

Para além do Presidente Emmanuel Macron e os seus homólogos do G5 Sahel, participaram na cimeira, de um dia, os representantes da União Africana, ONU, Francofonia, União Europeia, bem como por  videoconferência , os chefes de governo, espanhol,italiano e alemão, respectivamente Pedro Sanchèz,  Giuseppe Conte  e  Angela Merkel.  

 

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