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Africa

Sudaneses regressam às ruas de Cartum pedindo reformas e um poder civil

Sudaneses regressam às ruas de Cartum pedindo reformas e um um poder civil. Imagem de arquivo das manifestações de 2019
Sudaneses regressam às ruas de Cartum pedindo reformas e um um poder civil. Imagem de arquivo das manifestações de 2019 AFP/Archivos
Texto por: RFI
2 min

O Sudão teve o dia pontuado hoje por protestos, não obstante o recolher obrigatório em curso. Desde agosto de 2019, o país tem um governo de transição de tecnocratas após um acordo de partilha do poder com o exército e as principais figuras da oposição mas os sudaneses dizem que na realidade houve um golpe de estado. 

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Dezenas de milhares de pessoas desceram às ruas de Cartum, para reclamar reformas e que seja feita justiça à memória de manifestantes mortos durante a sublevação popular de 2019.

Estas manifestações tiveram lugar apesar do recolher obritgatório em vigor durante o período do almoço e do fim da tarde ao amanhecer do dia seguinte  em todo o território sudanês para limitar a propagação da pandemia do cornavírus.

Em abril de 2019 e após 30 anos no poder, o presidente, Omar el-Bashir foi destituído e preso sob a pressão do movimento de protesto inédito que durou mais de seis meses.

Segundo uma comissão de médicos ligada  ao movimento, 246 manifestantes  foram mortos na repressão dos quais uma centena na dispersão brutal de um "sit-in em frente ao quartel do exército de Cartum em junho de 2019.

Manifestantes aprovam destituição de Bashir mas afirmam que houve um golpe de Estado no Sudão

Apesar da destituição de Bashir, afastado pelos militares, os sudaneses continuaram com as manifestações dizendo que a substituição do ditador por um conselho militar não passou de um golpe de Estado.

Na manifestação de hoje que teve grande repercussão ouviam-se slogans como "Paz e Justiça" e "punir" os culpados da repressão, segundo vários testemunhos no local e o correspondente da agência noticiosa francesa, AFP.

Os manifestantes reclamam uma verdadeira revolução, melhores condições de vida e um poder civil. 

Desde agosto de 2019, há no país um governo de transição de tecnocratas no seguimento de um acordo de partilha do poder com o exército e as principais figuras da oposição.

 

   

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