Acesso ao principal conteúdo
Etiópia

Etiópia: 81 mortos em dois dias após morte de cantor Oromo

Captura de ecrã de vídeo do sucesso de Hachalu Hundessa de 2015, Maalan Jira
Captura de ecrã de vídeo do sucesso de Hachalu Hundessa de 2015, Maalan Jira © vídeo de Hachalu Hundessa
Texto por: Miguel Martins com AFP
3 min

Na Etiópia, pelo menos 81 pessoas morreram em dois dias de protestos provocados pelo assassinio do cantor e compositor Hachalu Hundessa. Amanhã é o funeral do cantor que foi autor de músicas que marcaramos protestos que derrubaram o antigo governo em 2018. 

Publicidade

Os Oromo são o primeiro grupo étnico, englobando Addis Abeba, a capital.

De acordo com um porta-voz da região dos Oromo, Getachew Balcha, teriam morrido cerca de cinquenta pessoas nesta terça-feira.

Novos confrontos opondo nesta quarta-feira as forças de segurança a moradores da terra natal do cantor Hachalu Hundessa, teriam provocado mais nove mortos.

A polícia regional acabou por actualizar este balanço para, pelo menos, 81 mortos.

Hundessa deveria ser sepultado nessa cidade, Ambo, mas um grupo de jovens nacionalistas exigia que ele fosse a enterrar na capital, relatava a agência AFP.

O cantor em causa foi baleado na noite de segunda-feira, ele tinha sido uma das vozes mais críticas durante os anos de manifestações contra o governo que levaram Abiy Mohamed ao cargo de primeiro-ministro.

Esta violência ilustra a fragilidade da transição implementada pelo Prémio Nobel da Paz de 2019.

A polícia afirma ter detido alguns suspeitos da sua morte.

Apesar de serem o principal grupo étnico o povo Oromo queixa-se de ser marginalizado do ponto de vista político e económico.

Etiópia mergulha na violência

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.