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Mali

Mali: CEDEAO propõe governo de união com 50% de membros ligados ao poder

Protestos em Bamaco. 10/07/20
Protestos em Bamaco. 10/07/20 AP - Baba Ahmed
Texto por: Cristiana Soares com AFP
2 min

No Mali, a missão da CEDEAO apresentou, em conferência de imprensa, uma solução de governo de união nacional dividido em três partes: 50% para membros saídos das fileiras do poder, 30% para membros da oposição e 20% para a sociedade civil. A prioridade deste executivo de união será o Acordo de Paz de Argel e os problemas de governação.

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A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental propõe, ainda, a formação de um novo Tribunal Constitucional de “base consensual” para resolver os litígios que envolvem os resultados das legislativas de Março-Abril.

O Tribunal Constitucional foi dissolvido pelo chefe de Estado, a 12 de Julho, numa tentativa de acalmar os ânimos, bastante inflamados pela anulação por parte do tribunal, em Maio, de alguns resultados, que acabaram por atribuir 10 assentos parlamentares suplementares ao poder.

Na declaração final, a delegação da CEDEAO, chefiada pelo nigeriano Goodluck Jonathan não se pronuncia sobre a manutenção no poder do Presidente Ibrahim Boubacar Keita, contestado nas ruas desde o início de Junho e cujo Movimento 5 de Junho (M5-RFP), na origem das manifestações, não se cansa de exigir a demissão.

A missão de mediação ressalva que “nenhuma forma de acesso ao poder não constitucional será aceite.”

Na noite de sexta-feira para sábado, depois de uma última reunião com os mediadores, o M5-RFP, que congrega chefes religiosos e personalidades da política e da sociedade civil, rejeitou as propostas da delegação, sublinhando que os mediadores exigiam a manutenção do chefe de Estado no poder.

Este domingo, Goodluck Jonathan reconheceu que os mediadores se “encontraram quatro vezes o M5-RFP, mas não conseguiram diminuir as suas divergências.”

 

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