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África do Sul: desvio de fudos destinados a combater a pandemia de Covid-19

Pessoal de saúde na África do Sul protestam contra a falta de quipamentos de protecção individual frente a um hospital em na cidade do Cabo, a 19 de Junho de 2020.
Pessoal de saúde na África do Sul protestam contra a falta de quipamentos de protecção individual frente a um hospital em na cidade do Cabo, a 19 de Junho de 2020. REUTERS/Mike Hutchings
6 min

A África do Sul com mais de meio milhão de infectados, é o país mais contaminado pela pandemia de Covid-19 no continente africano e o quinto no mundo, mas a corrupção e o desvio de fundos destinados a combater a pandemia por funcionários públicos e empresas, inviabilizam a sua contenção.

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A África do Sul supera os 500.000 infectados e 8.366 óbitos vítimas da pandemia de Covid-19 e o pico da pandzemia é previsto pelos especialistas só no final do mês de Agosto ou princípio de Setembro.

A Unidade Especial de Investigação da África do Sul - UEI - abriu um inquérito sobre dezenas de funcionários públicos e empresas, responsáveis pela encomenda e fornecimento de equipamento médico de protecção individual, que custou milhões de dólares aos sul-africanos, suspeitando que foi criada uma estrutura de corrupção, na realização dos concursos públicos para recursos de saúde.

Preços excessivos, produtos e serviços abaixo dos padrões exigidos e apresentação de propostas por parte de pessoas ligadas ao governo e ao partido no poder, o ANC, despertaram a suspeita da UEI.

Entre os altos funcionários investigados encontra-se a porta-voz do Presidente Cyril Ramaphosa, Khusela Diko - cujo marido alegadamente ganhou um concurso no valor de 7 milhões de dólares.

Também constam da lista de investigados, o ministro Provincial da Saúde de Gauteng, Bandile Masuku, e a sua esposa, que foram afastados do cargo e colocados em "licença especial", por alegada corrupção, relacionada ao concurso para a aquisição de bens de combate a Covid-19.

Pelo menos 9 ONGs da sociedade civil escreveram às autoridades sul-africanas exigindo que sejam tomadas medidas contra funcionários do Estado, empresas privadas e indivíduos, que estão a desviar fundos de combate à pandemia na província de Gauteng, onde foram diagnosticados mais de um terço dos casos registados da Covid-19.

"O nosso país teve de pedir dinheiro emprestado ao FMI para lidar com a crise, mas para os implacáveis 'empreendedores da Covid', e para aqueles dentro do Estado e outras instituições que permitem a corrupção, esta é simplesmente uma oportunidade para se aproveitarem da situação", pode ler-se na carta.

O Fundo Monetário Internacional - FMI - aprovou 4,3 mil milhões de dólares em apoio de emergência à África do Sul, para ajudar a conter a pandemia e a lutar contra a profunda recessão económica resultante do choque da Covid-19.

Para o Presidente Cyril Ramaphosa "é inconcebível que haja pessoas, que possam estar a utilizar a crise sanitária para enriquecer ilegalmente".

Segundo o Governo sul-africano, os hospitais operam no limite, mas a maioria das províncias estão a conseguir oferecer tratamento à Covid-19, e Cyril Ramaphosa garante que o governo está a trabalhar com "a maior urgência", para fornecer equipamento de proteção individual adequado às regiões onde têm sido relatadas faltas.

Pico da pandemia de Covid-19 previto para finais de Agosto

A África do Sul é o quinto país com a mais elevada taxa de infecções por Covid-19 no mundo, mas cerca de 350 mil pessoas recuperaram do coronavírus e as mais de 8 mil mortes, são ainda mínimas em comparação com o número de infeções.

Os investigadores aditem que o pico da pandemia será atingidos no final de Agosto ou princípio de Setembro.

Até à data, foram realizados mais de 3 milhões de testes e a s províncias mais afectadas Gauteng e Western Cape, começaram a transformar locais de exposição e centros convencionais em hospitais de emergência.

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