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Maurícias/Desastre ambiental

Maurícias: milhares tentam evitar desastre ambiental

Milhares de pessoas trabalham sem parar para minimizar os danos causados pelo derrame de petróleo de um navio encalhado nos recifes de coral ao largo das ilhas Maurícias.
Milhares de pessoas trabalham sem parar para minimizar os danos causados pelo derrame de petróleo de um navio encalhado nos recifes de coral ao largo das ilhas Maurícias. L'Express Maurice/AFP
Texto por: Cristiana Soares com AFP
3 min

Milhares de pessoas trabalham sem parar para minimizar os danos causados pelo derrame de petróleo de um navio encalhado nos recifes de coral ao largo das ilhas Maurícias. Uma tonelada de petróleo já terá escapado para o mar.

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É uma autêntica corrida contra o relógio para as equipas de intervenção, que tentam a todo custo impedir nova fuga de petróleo nas águas paradisíacas das ilhas Maurícias. O barco encalhado com 3.000 toneladas de combustível a bordo ameaça partir-se a qualquer momento.

O navio MV Wakashio que transportava 4.000 toneladas de gasóleo e petróleo encalhou a 25 de Julho no sudeste da ilha Maurícia. Uma fissura no casco da embarcação com bandeira do Panamá levou à libertação de combustível. Trata-se de uma tragédia ambiental sem precedentes para esta ilha do Oceano Índico.

O barco deixou a China a 14 de Julho e estava a caminho do Brasil. Quando encalhou encontrava-se a cerca de 1 milha da costa sudeste da Maurícia quando deveria estar entre 10 a 20 milhas de distância da ilha. Já está em curso uma investigação para apurar a razão pela qual o navio se desviou da rota.

De acordo com a empresa proprietária do navio, a Nagashiki Shipping, e o operador do navio, Mitsui O.S.K. mais de uma tonelada de combustível já foi derramada nas águas translúcidas das Maurícias.

O trabalho das equipas de intervenção, nomeadamente para bombear via helicóptero, o combustível que ainda se encontra na embarcação está a ser dificultado pela agitação marítima e ventos fortes.

Segundo a organização ambientalista Greenpeace África o derrame de petróleo e de gasóleo nas águas das Maurícias pode causar a destruição de milhares de espécies em torno das lagoas cristalinas de Blue Bay, Pointe d'Esny e Mahebourg.

Centenas de barreiras marítimas já foram instaladas para tentarem conter o derrame no arquipélago com 1,3 milhões de habitantes, situado no Oceano Índico, a leste da ilha de Madagáscar, que depende fortemente do turismo e já gravemente prejudicado pelas restrições de viagem causadas pela pandemia de covid-19.

 

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