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Mali/Política

Início de discussões sobre transição no Mali marcado pela tensão

O coronell  Ismaël Wagué, porta-voz do Comité Nacional para a Salvação do Povo, formado pela junta militar maliana, após o golpe que  derrubou o presidente Ibrahim Boubacar  Keïta.
O coronell Ismaël Wagué, porta-voz do Comité Nacional para a Salvação do Povo, formado pela junta militar maliana, após o golpe que derrubou o presidente Ibrahim Boubacar Keïta. REUTERS/Moussa Kalapo
Texto por: RFI
5 min

Depois do golpe de Estado militar que derrubou recentemente o presidente Ibrahim Boubacar Keita, a junta militar no poder iniciou neste sábado, com os partidos políticos e representantes da sociedade civil, as discussões sobre o futuro do Mali.As primeiras tensões registaram-se quando membros do M5-RFP (Movimento do 5 de Junho-União das Forças Patrióticas) denunciaram o facto de terem sido excluídos da maioria dos grupos de trabalho.               

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Tensão no início das discussões sobre o processo de transição política no Mali, quando membros do" Movimento 5 de Junho-União das Forças  Patrióticas", na origem da contestação que resultou na destituição do presidente Ibrahim Boubacar Keita, protestaram aos gritos contra o facto de a junta militar  os ter  excluído dos vários grupos  de trabalho

Depois de uma  breve interrupção das discussões em curso, os militares no poder anunciaram que o M5-RFP podia  igualmente participar nos  grupos  de  trabalho. A referida coligação de opositores já tinha protestado por não  ter sido convidada às  consultas  preliminares.

Os chefes de Estado dos  países membros da CEDEAO ( Comunidade  Económica  dos Estados da  África  Ocidental) exigiram  que a junta militar maliana adoptasse as disposições necessárias para a constituição imediata de um governo de transição chefiado por um civil, assim como  organizar eleições  no prazo  de um ano.

Não são conhecidas a forma, nem a duração das discussões sobre a transição, que segundo a junta militar, no poder em Bamako desde 18 de Agosto, decorrerão igualmente nas capitais regionais sob a égide dos  governadores locais.

De acordo com o coronel Ismaël Wagué,  porta-voz  do Comité Nacional para a  Salvação do Povo, criado  pelos militares, o diálogo nacional terá lugar,  posteriormente de  10  a 12  de Setembro em Bamako.

Além da junta militar, partidos políticos e  organizações da sociedade civil vão participar também no debate sobre o futuro do Mali, representantes  de antigos grupos rebeldes, sindicatos e a  imprensa.

Inicialmente a junta maliana tinha proposto uma  transição política de três  anos,sob a chefia de um militar.

O M5-RFP (Movimento do 5 de Junho-União das Forças Patrióticas) tinha sugerido um período de 18 a 24 meses, coordenado institucionalmente por civis.

Actualmente em prisão domiciliária, o ex-presidente  Ibrahim Boubacar Keita, deverá abandonar o Mali, após ter sido hospitalizado durante a semana devido à um ligeiro acidente vascular cerebral. Com  o acordo da junta militar o antigo chefe de Estado maliano poderá deslocar-se aos Emirados Árabes Unidos para cuidados complementares.

Vítimas de uma embuscada, pelo menos  dez militares malianos morreram na sexta-feira, próximo da fronteira com a Mauritânia.  

Início de discussões sobre transição no Mali marcado por tensões 05 09 2020

   

 

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