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Sudão/ Política

Governo de Sudão assina com rebeldes acordo de paz considerado histórico

O   Primeirp-ministro do Sudão r Abdalla Hamdok, qualificou  de histórico o acordo de paz assinado sábado em Juba,com alguns grupos rebeldes.
O Primeirp-ministro do Sudão r Abdalla Hamdok, qualificou de histórico o acordo de paz assinado sábado em Juba,com alguns grupos rebeldes. AFP
Texto por: RFI
6 min

O governo do Sudão assinou  sábado um  acordo de paz com  vários grupos rebeldes, entre os quais o Movimento Popular do Norte do Sudão, com  vista a  pôr um  termo a rebelião armada que afecta o país da  África central desde há 17 anos.Por ocasião da cerimónia de assinatura, o secretário geral do Movimento Popular , Ismael Jallab, considerou  o acordo de bom e histórico para o seu  país. Contrariamente à Jallab, o opositor  Al Rih Mahmoud considerou que as correntes rebeldes não foram tratadas de maneira idêntica, no âmbito do acordo assinado.       

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O  governo  do Sudão e  vários grupos  rebeldes  assinaram  sábado sábado  um acordo que visa pôr fim a  décadas de guerra, na qual  morreram centendas de milhares de pessoas. Clamores, a  favor do acordo de paz,  foram  ouvidos em Juba, capital  do Sudão do Sul, onde  representantes do governo de transição  sudanês  e  dos  grupos  rebeldes rubricaram o  acto .

Ismael  Jallab  do Movimento Popular, grupo  rebelde  que actuava no norte do Sudão considerou histórico o acto ocorrido sábado em Juba e qualificou de dia da  verdadeira  independência do país africano  da África  central. 

Ismael Jallab do Movimento Popular do Norte do Sudão 03 de Outubro de 2020

   

 

"É um momento histórico  e  o  dia  da verdadeira  independência  do Sudão . Este acordo  abrange todos os aspectos da crise  sudanesa. Nós do Movimento Popular, consideramos que se trata de um acordo global, porque  por um lado ele põem fim a guerra  e  ao mesmo  tempo  reforça o princípio  da cidadania, justiça  e  segurança, e por outro os mecanismos de  controlo garantem a  sua implementação".

                                                                               (Ismael Jallab)

Segundo o  líder do Conselho Soberano para a Transição do  Sudão, general  Abdel  Fattah  al -Burhan, o acto  de Juba é um dia histórico para todos os sudaneses, porque ele  vai pôr termo a guerra.

Abdel Fattah al-Burhan  que  o governo de transição  está  muito  empenhado em  aplicar os protocolos  do acordo entre Cartum  e os movimentos rebeldes. O chefe  do  Conselho Soberano para a Transição do Sudão acrescentou  que  o acordo assinado  em Juba, vai contribuir  para  transformar , sem sobressaltos, o seu país num Estado  de direito, onde  a cidadania,a liberdade e a democracia serão respeitadas .

 

Todavia embora alguns grupos armados que estavam em guerra contra o governo central de Cartum considerem que chegou a hora de restabelecer a  paz no Sudão, nem  todos concordam com os moldes em que decorreu  o acto  do  acordo de paz assinado e sábado entre o governo de transição e os  rebeldes.

O opositor Al Rih Mahmoud Jomaa do Exército de Libertação do Sudão considerou que os movimentos rebeldes não foram tratados em pé de igualdade. 

Al Rih Mahmoud Jomaa do Exército de Libertação do Sudão 03 de Outubro de 2020

"Todos  os  movimentos  armados  que lutaram pela  mudança  devem ser  tratados em pé de igualdade. Este  foi  o primeiro erro do governo de Cartum. O outro foi cometido  pelos mediadores do governo do Sudão do Sul.

Nós  temos  muita  estima pelos nossos irmãos do sul,mas eles não  receberam , nem  escutaraml todas as  delegações dos  rebeldes. Houve  mesmo  alguns  a  quem foi  recusada a  entrada  na  sala  de negociações".

                                                                                                               ( Al Rih Mahmoud Jomaa)    

 

O general Abdel Fattah  al-Burhan  e  o  Primeiro-ministro do Sudão Abdalla Hamdok, bem  como a  União Europeia  e  as Nações Unidas exortaram os outros rebeldes  a  integrarem o processo de paz no país  africano.

A cerimónia  ocorrida   em Juba, foi considerada pelo Secretário Geral  das Nações Unidas, António Guterres, "um marco na caminhada do Sudão para uma paz  sustentável".

                                                                                                                                                                                         

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