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África do Sul/Violência racial

África do Sul: homicídio de agricultor branco, provoca novas cenas de violência racial

Julius Malema, líder do partido de esquerda radical Economic Freedom Fighters - EFF - Combatentes pela Liberdade Económica.
Julius Malema, líder do partido de esquerda radical Economic Freedom Fighters - EFF - Combatentes pela Liberdade Económica. REUTERS/Siphiwe Sibeko
Texto por: Mariamo Hassamo
4 min

Membros  e simpatizantes do partido Economic Freedom Fighters - EFF - de Julius Malema, bem como agricultores de Senekal, protestaram nesta sexta-feira, 16 de outubro, frente ao tribunal na província de Free State, a cerca de 200 kms a sudoeste de Joanesburgo, onde estão a ser julgados dois negros, suspeitos do assassínio de um agricultor branco.

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Arremesso de pedras, intimidações e vandalismo verificaram se no decorrer das manifestações  em frente ao Tribunal de Senekal, onde os dois homens acusados do homicídio do jovem agricultor, compareceram esta sexta-feira, 16 de outubro, pela segunda vez.

Entretanto a audiência sobre o pedido de libertação sob fiança dos acusados, foi adiada para 20 de outubro.

Após a audiência, Julius Malema dirigiu-se  aos membros e apoiantes, que o aguardavam à porta do tribunal e enfatizou que o seu partido Economic Freedom Fighters EFF - Combatentes pela Liberdade Económica - não estava ali para apoiar os dois homens acusados e que os criminosos deveriam apodrecer na cadeia.

O ministro da Polícia, Bheki Cele, disse que o seu departamento sempre lutará por justiça, sejam quem for a vítima.

"Todos nós queremos justiça, não porque estamos aqui, como ministros da polícia e da segurança, queremos justiça em todas as áreas".

Nesta quinta-feira, 15 de outubro, Julius Malema, o líder da esquerda radical, acusou os agricultores sul-africanos de serem "racistas" e "terroristas", ameaçando "defender a democracia" na pequena cidade rural Senekal, onde um agricultor branco foi brutalmente morto alegadamente por dois negros.

Enquanto isso o antigo Presidente sul-africano Kgalema Motlanthe advertiu para o facto de a violência racial  e o agravamento da economia, poderem levar a África do Sul para uma "guerra civil", afirmando que a protecção e a segurança dos os agricultores devem ser garantidas.

Mariamo Hassamo, correspondente em Joanesburgo

 

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