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Guiné Conacri/Eleição Presidencial

Guiné Conacri: último dia de campanha antes das eleições presidenciais de 18 de Outubro

Presidente cessante Alpha Condé e opositor histórico Cellou Dalein Diallo, defrontam-se a 18 de Outubro pela terceira vez desde 2010 em eleições presidencias.
Presidente cessante Alpha Condé e opositor histórico Cellou Dalein Diallo, defrontam-se a 18 de Outubro pela terceira vez desde 2010 em eleições presidencias. CELLOU BINANI / AFP
6 min

Guiné Conacri nesta sexta-feira, 16 de Outubro, último dia da campanha para a primeira volta das eleições presidenciais de domingo, as forças de segurança bloqueiam o acesso ao centro de Conacri por razões desconhecidas, enquanto uma alta patente militar foi morta esta noite num campo militar, situado a uma centena de kms de Conacri.

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Nenhuma explicação foi fornecida para o bloqueio do bairro de Kaloum, no centro da capital Conacri, onde se situam os principais centros de decisão guineenses.

Um polícia posicionado no local, afirmou à agência de informações francesa AFP, que o dispositivo se devia à passagem prevista do Presidente cessante Alpha Condé, para um derradeiro comício na periferia de Conacri.

Mas esta informação não foi ainda confirmada oficialmente.

Recorde-se que dos doze candidatos em liça, os ultra- favoritos são Alpha Condé, 82 anos candidato a um terceiro mandato consecutivo, contestado desde há um ano pela oposição, em manifestações reprimidas que causaram mais de 50 mortos e o seu opositor histórico de 68 anos Cellou Dalein Diallo

Ambos disputam o terceiro embate desde 2010.

Além da circulação praticamente ausente na capital e de uma tranquilidade excepcional, numa cidade habitualmente saturada de trânsito e transeuntes, em Conacri o clima é calmo até ao momento.

Em contrapartida esta noite, a uma centena de kms a nordeste de Conacri, "homens armados abriram fogo no campo militar de Samoreyah, em Kindia, ferindo mortalmente o coronel Mamady Condé", comandante do batalhão de comandos do campo, onde estão instalados os capacetes azuis guineenses, despoletados em Kidal, no nordeste do Mali, indicou na sua página Facebook, o porta-voz do ministério da defesa Aladji Cellou.

As forças de defesa reagiram imediatamente, a situação está controlada em Kindia, foi aberto um inquérito e as buscas prosseguem, para encontrar o autor dos disparos, segundo o mesmo porta-voz.

Sob anonimato, uma fonte militar disse à AFP que o oficial morto era alvo de acusações de "nepotismo, etnocentrismo e sobretudo de ter bloqueado os subsídios para os soldados regressados de Kidal" e tinha sido várias vezes ameaçado.

Mas a verdade é que até ao momento, não foi possível estabelecer qualquer ligação entre o sucedido em Kindia e o bloqueio da capital.

A eleição presidencial de 18 de Outubro, num dos países mais pobres do mundo, onde apesar de possuir enormes recursos naturais: um dos primeiros produtores mundiais de bauxite, jazidas de ferrro, ouro, diamantes e petróleo, mais de 55% da população vive abaixo do limiar da pobreza e é um país gangrenado pela corrupção, ocupando o 130° lugar nos 180 países analisados pela ong Transparência Internacional.

A Guiné Conacri não foge às tensões ocorridas nas duas predentes eleições presidenciais em 2010 e 2015, marcadas por violência e contestação e tanto a população quanto a comunidade internacional, manifestaram a sua preocupação sobre o desenrolar do escrutínio e sobretudo em relação aos dias que a ele se seguirão, num país habituado a confrontos físicos e mortais na arena política. 

Mais de 5,4 milhões de guineenses são chamados a votar neste domingo, 18 de Outubro e caso haja uma segunda volta, esta terá lugar a 24 de Novembro.

Conacri bloqueada antes das eleições presidenciais a 18 de Outubro

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