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Burkina Faso/Política

Presidente Roch Kaboré evoca regresso de Blaise Camporé e caso Sankara

O Presidente do Burkina Faso, Roch Marc Christian Kaboré, expressou o desejo de concluir em 2021 o processo de reconciliação  nacional no seu país. Ele evocou o possível regresso  ao Burkina Faso do antigo chefe de Estado Blaise Campaoré e a necessidade de  esclarecimento sobre as circunstâncias  do assassínio de Thomas Sankara.
O Presidente do Burkina Faso, Roch Marc Christian Kaboré, expressou o desejo de concluir em 2021 o processo de reconciliação nacional no seu país. Ele evocou o possível regresso ao Burkina Faso do antigo chefe de Estado Blaise Campaoré e a necessidade de esclarecimento sobre as circunstâncias do assassínio de Thomas Sankara. © RF
Texto por: RFI
6 min

Numa entrevista concedida à RFI e ao canal  de televisão France24  o Presidente do Burkina Faso, Roch Kaboré  expressou nomeadamente o desejo de concluir o processo de reconciliação nacional,em curso no seu país. O chefe de Estado  burkinabê, declarou que se ele for reeleito,em 2021, a questão da reconciliação nacional será prioritária e todos os seus compatriotas objecto de um processo judicial, poderão comparecer diante da justiça para defender a sua causa.    

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A cinco semanas da eleição presidencial no Burkina Faso, o chefe de Estado cessante ,Roch Kaboré, abordou numa  entrevista conjunta  à RFI e  ao canal France 24, a  problemática da reconciliação nacional  o  seu  país. Kaboré  expressou o desejo que se  ele  for reeleito, a  questão será objecto de uma agenda prioritária na qual participarão todas as  componentes da sociedade burkinabê.

 

Sem ter feito uma alusão explícita ao nome do seu antecessor, Blaise Campaoré, exilado na Costa do Marfim, o Presidente Kaboré evocou a possibilidade do regresso de todos os seus compatriotas ao país, bem como o  direito de cada um poder defender-se, perante a justiça, das acusações que lhe são imputadas.

Roch Kaboré, realçou que não respondeu à  uma carta que lhe foi endereçada há um ano e meio  por Blaise Campaoré, não por recusar a mão estendida, mas porque o processo de reconciliação nacional é longo e complexo.

Roch Marc Christian Kaboré, Presidente do Burkina Faso

   "Nós estamos num processo, que é  um processo de reconciliação nacional que  levou tempo. Depois  das  eleições nós  teremos  que  finalizar o processo  e  eu creio que todos poderão regressar tranquilamente  ao Burkina Faso e  as pessoas objecto  de  acções judiciais poderão comparecer diante da justiça para defender a sua causa. O  primeiro semestre de 2021, se  eu for reeleito, vai permitir que nós resolvamos  esses problemas.

A partir  de 2021, uma vez terminadas as  eleições, nós reuniremos todos os segmentos da nossa sociedade, para discutir sobre a questão da reconciliação nacional e  abordar conjuntamente. O quê que se deve fazer? E em função da resposta, uma decisão será tomada".

                                                                             (Roch Kaboré Presidente  do Burkina Faso)

Blaise Campaoré, indiciado por crimes contra a República do Burkina Faso, deverá ser julgado e esclarecer, nomeadamente, as circunstâncias em que ocorerram o assassínio do antigo presidente Thomas Sankara.  

Sankara que governou o Burkina Faso( ex-Alto Volta) entre 1983 e 1987,  foi morto no dia 15 de Outubro de 1987, aos  37 anos de idade, no decurso de um golpe de Estado,  que levou ao poder, o também militar, Blaise Campaoré. 

Foi ele que esteve na origem da mudança do nome do seu país, de Alto Volta para Burkina Faso.  Panafricanista  convicto,Thomas Sankara considerou que o nome Alto Volta, simbolizava a época colonial, com a qual era necessário romper.  

O  Presidente  Roch  Kaboré abordou igualmente no decurso da entrevista, efectuada  por Christophe Boisbouvier de RFI e Marc Perelman de France 24,  a questão do terrorismo, designadamente o facto de que, na troca de prisioneiros, entre as  autoridades do Mali e os grupos jihadistas activos no Sahel, que  levou a libertação da francesa Sophie Petronin e do opositor maliano Soumaïla Cissé, várias dezenas de indivíduos implicados em acções terroristas como os ataques em Grand-Bassam na Costa do Marfim,em 2016, e em seguida ao Hotel Splendid em Uagadugu, foram libertados.

Roch Kaboré,  sublinhou que ele não foi informado pelo Mali sobre a libertação dos jiahdistas, mas que o importante era também pôr  um fim ao captiveiro de Soumaïla Cissé. O chefe de Estado burkinabê, considerou todavia, que na referida troca  de prisioneiros, os países do Sahel pagaram um elevado custo.

 

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