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Guiné Conacri

Conacri deserta e sob tensão, com mediadores no terreno

Patrulha de militares em Conacri a 25 de Outubro de 2020.
Patrulha de militares em Conacri a 25 de Outubro de 2020. Carol Valade/RFI
Texto por: Miguel Martins com AFP
2 min

Na Guiné Conacri a situação permanece tensa, agora já com equipas de mediação internacionais no terreno após a violência que se seguiu às eleições da semana passada e à reeleição contestada do presidente cessante Alpha Condé. 

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Tanto a polícia como o exército patrulham os bairros de Conacri tidos como favoráveis à oposição.

Segundo a agência AFP foram ouvidos disparos nos bairros Cosa e Sonfonia, sem confirmação por ora de feridos ou de vítimas.

As ruas mantiveram-se praticamente desertas, não obstante o apelo a manifestar-se por parte da Frente nacional para a defesa da constituição protestando contra a reeleição de Alpha Condé para um terceiro mandato.

A internet continua a ser de muito difícil acesso.

Estes cortes foram denunciados pela Amnistia Internacional que criticou também supostos disparos com balas reais por parte das forças de segurança contra manifestantes.

As autoridades admitem uma dezena de mortos, a oposição fala em 27 vítimas.

Aguarda-se um pronunciamento dos mediadores para a crise por parte de delegações da União Africana, CEDEAO -Comunidade económica dos Estados da África ocidental e da Organização das Nações Unidas, ONU.

Estes tinham previsto avistar-se com as autoridades, mas também com Cellou Dalein Diallo, que se tinha autoproclamado vencedor das eleições logo no dia seguinte e que denuncia uma frade massiva incitando os seus apoiantes a manter a luta até ao reconhecimento da sua suposta vitória.

 

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