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Eleições Costa do Marfim

Laurent Gbagbo sai do silêncio e apela ao diálogo para evitar um "desastre"

Laurent Gbagbo, ex-Presidente, no Tribunal Penal Internacional, 6  de Fevereiro de 2020.
Laurent Gbagbo, ex-Presidente, no Tribunal Penal Internacional, 6 de Fevereiro de 2020. Jerry Lampen/Pool via REUTERS
Texto por: Lígia ANJOS
2 min

O antigo Presidente da Costa do Marfim Laurent Gbagbo saiu do silêncio. Em entrevista ao canal televisivo TV5 Monde afirmou que o país está a caminhar para uma "catástrofe", apelando ao diálogo.

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Cerca de 7,5 milhões de costa-marfinenses são chamados às urnas este sábado, num escrutínio marcado por receios de regresso da violência e que poderá ser boicotada pela oposição, que contesta a recandidatura do Presidente cessante.

Desde o anúncio de recandidatura de Alassane Ouattara, a Costa do Marfim registou vários incidentes e confrontos que já tiraram a vida a 30 pessoas. A onda de violência reforça o medo de uma escalada de violência étnica, dez anos depois da crise pós-eleitoral de 2010 de que resultaram 3.000 mortos.

"O que nos espera é uma catástrofe. É por isso que estou a falar. Para que se saiba que não concordo em ir de mãos dadas com o desastre. Precisamos de falar", disse Laurent Gbagbo

O antigo Presidente encontra-se na Bélgica, onde aguarda um possível recurso do Tribunal Penal Internacional depois da sua absolvição na primeira instância de crimes contra a humanidade. 

O antigo Presidente não falava publicamente desde a detenção em 2011.

"Vamos falar! Negociar! Falem juntos! Ainda há tempo para o fazer, para falar. Gostaria de dizer aos marfinenses que nesta luta pelo terceiro mandato, eu, Laurent Gbagbo, antigo chefe de Estado, antigo prisioneiro do TPI, estou resolutamente do lado da oposição", afirmou.

A oposição exige a retirada da candidatura do Presidente cessante uma vez que a Constituição da Costa do Marfim prevê um máximo de dois mandatos presidenciais.

O Conselho Constitucional considerou que com a reforma adoptada em 2016, a contagem de mandatos de Ouattara tinha sido recolocada a zero, autorizando uma nova candidatura.

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