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#Mali/Jihadista

França anuncia morte de líder jihadista no Mali

Força francesa Barkhane no Mali. Imagem de arquivo.
Força francesa Barkhane no Mali. Imagem de arquivo. AFP - DAPHNE BENOIT
Texto por: RFI
3 min

A França anunciou, esta sexta-feira, a morte de um líder jihadista no Mali ligado à Al-Qaeda. A missão foi realizada pela força francesa Barkhane e, de acordo com o ministério francês da Defesa, Bah Ag Moussa "era considerado como um dos principais chefes militares jihadistas no Mali, encarregue nomeadamente da formação dos novos recrutas".

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Em comunicado, a ministra francesa da Defesa, Florence Parly, saudou a operação da força Barkhane para “neutralizar” aquele que "era considerado como um dos principais chefes militares jihadistas no Mali, encarregue nomeadamente da formação dos novos recrutas".

Bah Ag Moussa é ainda descrito como uma "personalidade histórica no jihadismo no Sahel e considerado como responsável de muitos ataques contra as forças malianas e internacionais".

O comunicado acrescenta que ele era o "chefe militar do grupo RVIM, afiliado à Al-Qaeda, e um dos principais adjuntos do seu chefe Iyad Ag Ghali".

Conhecido como "Bamoussa", foi militar do exército maliano e fundador do grupo jihadista Ansar Dine. Era considerado como um “terrorista” pela ONU e pelos Estados Unidos, teve um papel de destaque nas rebeliões tuaregue dos anos 90 e 2000, tendo sido reintegrado no exército em 1996 e em 2006 e desertando das duas vezes: na primeira para a rebelião, na segunda rumo ao jihadismo em 2012.

De acordo com o porta-voz do Estado-maior francês, Frédéric Barbry, os militares tentaram interceptar o jipe do suspeito que estava acompanhado por quatro pessoas, a cerca de 100 quilómetros de Menaka, no nordeste. Os ocupantes do veículo abriram fogo, num tiroteio que culminou com a morte dos 5 alegados jihadistas.

A neutralização de Bag Ag Moussa acontece cerca de um mês depois do grupo jihadista GSIM ter anunciado que a libertação de quatro reféns - a francesa Sophie Pétronin, dois italianos e o líder da oposição maliano Soumaïla Cissé - aconteceu em troca da libertação de duzentos membros do seu grupo.

Durante a visita a Bamako no final de Outubro do chefe da diplomacia francesa Jean-Yves Le Drian, o primeiro ministro maliano de transição, Moctar Ouane, defendeu um diálogo com os grupos armados, mas o governo francês é contra. A operação anunciada hoje confirma a posição francesa, dias depois de também ter reivindicado a neutralização de uma centena de jihadistas na região.

 

 

 

 

 

 

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