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Etiópia

Governo etíope lança ofensiva na capital do Tigré

Imagem de satélite desta segunda-feira, 23 de novembro de 2020 mostra veículos em fila de espera para combustível em Mekele, a capital da região de Tigray na Etiópia.
Imagem de satélite desta segunda-feira, 23 de novembro de 2020 mostra veículos em fila de espera para combustível em Mekele, a capital da região de Tigray na Etiópia. AP
Texto por: Lígia ANJOS
2 min

As forças militares da Etiópia começaram este sábado, 28 de Novembro, a bombardear a cidade de Mekele, a capital regional de Tigré, acabando com os esforços de mediação do conflito.

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O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, afirmou este sábado que o exército "entrou" em Mekele, uma cidade que tinha 500.000 habitantes antes do início do conflito.

"Conseguimos entrar na cidade de Mekele, sem atacar civis inocentes", declarou Ahmed, Prêmio Nobel da Paz em 2019, em comunicado divulgado pelo canal estatal etíope EBC.

Pouco depois, o comandante do exército, Berhanu Jula, afirmou na mesma emissora que "as forças governamentais controlam completamente Mekele".

O comandante do exército disse ainda que o exército "expulsa os membros da TPLF (Frente de Libertação do Povo de Tigré) que se escondem".

Algumas horas antes, as autoridades locais afirmaram que disparos de armas pesadas tinham atingido o centro de Mekele. A informação foi confirmada à AFP por duas fontes de serviços humanitários.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro etíope, ordenou ao exército o início da "última fase" da operação militar que começou em 4 de Novembro, quando determinou uma ofensiva contra Mekele, o reduto dos líderes da TPLF.

O exército federal "começou a atacar o centro de Mekele, que tem uma grande população e organizações em desenvolvimento, com armas pesadas e artilharia", afirmaram as autoridades de Tigré em um comunicado lido neste sábado pelo canal de televisão local, Tigray TV.

O governo local pede à comunidade internacional que "condene os ataques e massacres cometidos contra civis e infra-estruturas" por Abiy Ahmed e o presidente da Eritreia, Issaias Afeworki, a quem acusa de ajudar Adis Abeba.

O governo de Tigré prometeu "uma resposta proporcional".

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