Acesso ao principal conteúdo
#Níger/Eleições

Níger: último dia de campanha para as presidenciais e legislativas

Diffa, Níger. 23 de Dezembro de 2020.
Diffa, Níger. 23 de Dezembro de 2020. AFP - ISSOUF SANOGO
Texto por: RFI
3 min

Esta sexta-feira é o último dia de campanha para as presidenciais e legislativas de domingo no Níger. Na corrida eleitoral, 30 candidatos, mas o delfim do Presidente Issoufou, Mohamed Bazoum, está no terreno há meses para garantir a vitória, enquanto a oposição espera chegar a uma segunda volta.

Publicidade

No poder há uma década, o Partido Nigerino para a Democracia e Socialismo (PNDS) espera assegurar a vitoria já na primeira volta com o delfim do Presidente Issoufou, Mohamed Bazoum, que anda no terreno há meses. Porém, no Níger nunca um candidato teve mais de 50% dos votos na primeira volta. Após dois mandatos, o Presidente cessante Mahamadou Issoufou dece o poder, de acordo com a Constituição. Mohamed Bazoum, co-fundador do partido em 1990, ministro dos Negócios Estrangeiros de 2011 a 2015 e ministro do Interior entre 2016 e 2020 quer assegurar a continuidade.

A oposição conta chegar à segunda volta. Na terça-feira, o opositor Hama Amadou, cuja candidatura foi rejeitada pelo Conselho Constitucional devido à sua condenação a um ano de prisão num caso de trafico de bebés, apelou a votar pelo candidato da Coligação para a alternância, Mahamane Ousmane, ex-Presidente do Níger entre 1993 et 1996. O primeiro é extremamente popular em Niamey, a capital, o segundo em Zinder, a segunda maior cidade do país.

Os analistas avisam que a eleição não se vai jogar nas cidades e alertam que há o risco de uma fractura entre o norte e o sul do pais. O candidato do poder, Mohamed Bazoum, nasceu em 1960, no ano da independência, em Bilabrine, perto da fronteira do Nigéria, pertencendo à minoria árabe, considerada como “nordista” e, até, para os mais xenófobos, como “estrangeira”. Uma parte da oposição chegou mesmo a tentar fazer invalidar a sua candidatura perante a justiça alegando dúvidas sobre a sua nacionalidade de origem, mas o Tribunal Constitucional não deu seguimento.

Dois antigos presidentes, dois antigos primeiros-ministros, sete antigos ministros. Dos 30 candidatos inscritos nas listas eleitorais, a maior parte esteve associada ao poder desde os anos 90. Sem suspense nem candidatos de ruptura, a eleição não parece apaixonar a população, de acordo com o jornal Libération desta sexta-feira.

 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.