Uganda

Fim de campanha presidencial no Uganda marcada por suspensão de redes sociais

O President Yoweri Museveni,à esquerda, e o ex-músico Robert Kyagulanyi,conhecido pelo nome  de Bobi Wine, são  os principais candidatos à eleição presidencial ugandesa, prevista  no dia 14 de Janeiro.
O President Yoweri Museveni,à esquerda, e o ex-músico Robert Kyagulanyi,conhecido pelo nome de Bobi Wine, são os principais candidatos à eleição presidencial ugandesa, prevista no dia 14 de Janeiro. Sumy Sadurni , YASUYOSHI CHIBA AFP/File

A Autoridade de Regulação da Comunicação Social do Uganda ordenou, na terça-feira, a suspensão das redes  sociais e aplicações de mensagens na perspectiva da eleição presidencial, cujo escrutínio decorre na  quinta-feira. O  encerramento das redes sociais e demais aplicações de comunicação, ocorre depois de uma campanha marcada pela violência.       

Publicidade

A votação de quinta-feira,  dia 14 de  Janeiro, é  antecedida  por uma das campanhas presidenciais  mais violentas e sangrentas da história do Urganda, país no  qual o presidente cessante e político veterano, Yoweri Museveni  se candidata a um sexto mandato  e  o  principal candidato da oposição, e também deputado Bobi Wine, tentou mobilizar a juventude, que até à data só conheceu um único presidente.

Wine que efectuou a sua campanha protegido com um colete à prova de balas, um capacete  de combate  e foi várias vezes detido , acusou na terça-feira as autoridades de tentativa de intimidação ao ser  vítima de uma rusga policial ao seu domcílio.

O opositor ugandês de 38 anos apelou os seus partidários a se mobilizarem contra a fraude eleitoral. Não obstante a sua popularidade, os analistas locais consideram que as  hipóteses de uma  vitória eleitoral sobre Museveni de 76 anos, que governa o país do leste  de África desde 1986,  são remotas.

 A  Comissão para as Comunicações do Uganda (UCC) chefiada  por Irene  Sewankambo, ordenou  nesta terça-feira  a suspensão imediata de todas as plataformas  de rede sociais, bem como aplicações de comunicação, com a vista  ao escrutínio do dia 14. Observadores  consideram que a medida foi uma retaliação, por Facebook ter cancelado contas de indivíduos favoráveis ao governo, acusados de manipularem o debate

Dezoito milhões de eleitores estão inscritos  para votar durante a  eleição presidencial ugandesa, cuja campanha  foi marcada por ataques à jornalistas que cobriam os comícios da oposição e por dois dias de protestos, em Novembro  passado, que resultaram na morte de 54 pessoas.  

Fim de campanha eleitoral no Uganda

 

 

 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI